Secretarias de saúde começam a cumprir nesta terça (9) suspensão da vacina do Butantan contra a dengue
As secretarias estaduais e municipais de saúde começam a cumprir nesta terça-feira (9) a determinação do Ministério da Saúde que suspendeu a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A paralisação temporária preventiva foi adotada após a identificação de reações adversas consideradas graves pelo sistema de monitoramento. O governo federal investiga 42 casos de efeitos colaterais severos, incluindo duas mortes. Esses casos investigados representam 0,008% do total de quinhentas mil doses aplicadas. Uma das mortes suspeitas é de uma mulher de 48 anos, que desenvolveu sintomas graves da dengue, associados a comprometimento neurológico, 19 dias após a vacinação. A outra morte investigada é de um homem de 58 anos. Cinco dias após receber a vacina, ele iniciou um quadro febril que evoluiu rapidamente para sintomas de dengue grave, com choque refratário. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que ainda não é possível estabelecer um nexo causal direto entre a vacina em dose única e as complicações de saúde. Agora, o monitoramento clínico prioritário será direcionado às pessoas que receberam a vacina nos últimos 21 dias. A vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan é o primeiro imunizante contra a dengue em dose única e foi incorporada ao SUS em janeiro deste ano. Mais de 400 mil pessoas que receberam o imunizante são profissionais de saúde. Também foram vacinadas pouco mais de 80 mil pessoas de 15 a 59 anos em um projeto piloto em três municípios: Botucatu, em São Paulo; Maranguape, no Ceará; e Nova Lima, em Minas Gerais. Em março, a estratégia chegou também a Araguaína, no Tocantins. Os municípios foram escolhidos pela alta incidência da dengue. De acordo com o Ministério da Saúde, não houve relato de eventos adversos entre os moradores dessas regiões. Os sintomas graves foram registrados em profissionais de saúde. O Instituto Butantan declarou em nota que colabora com a Anvisa no fornecimento de dados para garantir a segurança das próximas etapas da campanha. A autoridade de saúde federal ressaltou que a eficácia do imunizante nacional permanece garantida para quem já foi vacinado. A determinação do Ministério da Saúde não altera o cronograma de distribuição e aplicação da vacina QDENGA, de fabricação da japonesa Takeda. O imunizante estrangeiro continua disponível na rede pública do país para o atendimento exclusivo de crianças e adolescentes com idades entre dez e quatorze anos.

As secretarias estaduais e municipais de saúde começam a cumprir nesta terça-feira (9) a determinação do Ministério da Saúde que suspendeu a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A paralisação temporária preventiva foi adotada após a identificação de reações adversas consideradas graves pelo sistema de monitoramento. O governo federal investiga 42 casos de efeitos colaterais severos, incluindo duas mortes. Esses casos investigados representam 0,008% do total de quinhentas mil doses aplicadas. Uma das mortes suspeitas é de uma mulher de 48 anos, que desenvolveu sintomas graves da dengue, associados a comprometimento neurológico, 19 dias após a vacinação. A outra morte investigada é de um homem de 58 anos. Cinco dias após receber a vacina, ele iniciou um quadro febril que evoluiu rapidamente para sintomas de dengue grave, com choque refratário. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que ainda não é possível estabelecer um nexo causal direto entre a vacina em dose única e as complicações de saúde. Agora, o monitoramento clínico prioritário será direcionado às pessoas que receberam a vacina nos últimos 21 dias. A vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan é o primeiro imunizante contra a dengue em dose única e foi incorporada ao SUS em janeiro deste ano. Mais de 400 mil pessoas que receberam o imunizante são profissionais de saúde. Também foram vacinadas pouco mais de 80 mil pessoas de 15 a 59 anos em um projeto piloto em três municípios: Botucatu, em São Paulo; Maranguape, no Ceará; e Nova Lima, em Minas Gerais. Em março, a estratégia chegou também a Araguaína, no Tocantins. Os municípios foram escolhidos pela alta incidência da dengue. De acordo com o Ministério da Saúde, não houve relato de eventos adversos entre os moradores dessas regiões. Os sintomas graves foram registrados em profissionais de saúde. O Instituto Butantan declarou em nota que colabora com a Anvisa no fornecimento de dados para garantir a segurança das próximas etapas da campanha. A autoridade de saúde federal ressaltou que a eficácia do imunizante nacional permanece garantida para quem já foi vacinado. A determinação do Ministério da Saúde não altera o cronograma de distribuição e aplicação da vacina QDENGA, de fabricação da japonesa Takeda. O imunizante estrangeiro continua disponível na rede pública do país para o atendimento exclusivo de crianças e adolescentes com idades entre dez e quatorze anos.

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