PF e PGR devem decidir nesta semana se aceitam nova proposta de delação premiada de Vorcaro

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República devem decidir nesta semana se aceitam a nova proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apresentada na última segunda. A primeira tentativa de acordo foi rejeitada há duas semanas. Os investigadores avaliaram que o ex-banqueiro omitiu informações, não entregou provas inéditas e tentou proteger aliados em uma espécie de “delação seletiva”. Para evitar uma nova rejeição, desta vez, Vorcaro apresentou fatos novos e citou nomes de outras autoridades, como dos senadores Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, e Ciro Nogueira, do PP do Piauí. Após a revelação do áudio pelo Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro admitiu ter pedido R$ 134 milhões a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse sobre a vida do ex-presidente Bolsonaro. Ciro Nogueira já havia sido alvo de buscas da Polícia Federal no mês passado, durante a Operação Compliance Zero. Ele é suspeito de receber propina para aprovar no Congresso a chamada "Emenda Master", que beneficiaria a instituição financeira. De acordo com o colunista do Globo e CBN, Lauro Jardim, a defesa de Vorcaro corre contra o tempo. Termina na próxima sexta-feira a autorização do Supremo Tribunal Federal que permite reuniões diárias de até oito horas entre os advogados e o ex-banqueiro. A partir da semana que vem, o tempo de visita volta a ser restrito a apenas 30 minutos por dia. Para que a delação avance e seja homologada pela Justiça, a PF e a PGR exigem a entrega de provas concretas sobre o esquema de fraudes.

PF e PGR devem decidir nesta semana se aceitam nova proposta de delação premiada de Vorcaro

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República devem decidir nesta semana se aceitam a nova proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apresentada na última segunda. A primeira tentativa de acordo foi rejeitada há duas semanas. Os investigadores avaliaram que o ex-banqueiro omitiu informações, não entregou provas inéditas e tentou proteger aliados em uma espécie de “delação seletiva”. Para evitar uma nova rejeição, desta vez, Vorcaro apresentou fatos novos e citou nomes de outras autoridades, como dos senadores Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, e Ciro Nogueira, do PP do Piauí. Após a revelação do áudio pelo Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro admitiu ter pedido R$ 134 milhões a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse sobre a vida do ex-presidente Bolsonaro. Ciro Nogueira já havia sido alvo de buscas da Polícia Federal no mês passado, durante a Operação Compliance Zero. Ele é suspeito de receber propina para aprovar no Congresso a chamada "Emenda Master", que beneficiaria a instituição financeira. De acordo com o colunista do Globo e CBN, Lauro Jardim, a defesa de Vorcaro corre contra o tempo. Termina na próxima sexta-feira a autorização do Supremo Tribunal Federal que permite reuniões diárias de até oito horas entre os advogados e o ex-banqueiro. A partir da semana que vem, o tempo de visita volta a ser restrito a apenas 30 minutos por dia. Para que a delação avance e seja homologada pela Justiça, a PF e a PGR exigem a entrega de provas concretas sobre o esquema de fraudes.