Irã reitera que Estreito de Ormuz está fechado 'até novo aviso'

As autoridades iranianas reiteraram a alegação de que o Estreito de Ormuz está fechado. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico afirmou que a importante via navegável está fechada 'até novo aviso'. A agência recém-criada tinha como objetivo controlar a navegação pelo estreito de Ormuz. Em uma publicação nas redes sociais, dizia: 'Em virtude das tensões criadas pela invasão das forças americanas na região e do anúncio feito ontem à noite pelas forças armadas iranianas, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até novo aviso. Os solicitantes que já receberam autorização de passagem devem aguardar pacientemente novas orientações da agência'. Embora a autoridade tenha afirmado que as tensões foram criadas exclusivamente pelos EUA, o Irã também lançou ataques durante a noite, visando outros países da região com mísseis balísticos. As Forças Armadas dos EUA afirmaram durante a noite que as alegações de que o estreito estava fechado eram incorretas e que, na verdade, ele estava aberto. O Estreito de Ormuz emergiu como um dos pontos críticos da guerra com o Irã. Teerã demonstrou sua força, fechando de fato a hidrovia, que em tempos de paz via cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializado transitar por ela. Isso teve impactos econômicos em todo o mundo. Os EUA lançaram vários esforços para reabrir o país aos níveis pré-guerra, incluindo o efêmero 'Projeto Liberdade' de Trump e um bloqueio, mas nenhum obteve sucesso completo até o momento. Apesar disso, conseguiu obter algum nível de tráfego pela hidrovia. Irã afirma que recentes ataques dos EUA tornaram o cessar-fogo 'sem sentido' Lançamento de mais de dez mísseis iranianos contra bases americanas na região. Reprodução O Irã afirmou nesta quinta-feira (11) que os ataques dos EUA nas últimas duas noites 'tornaram o cessar-fogo sem sentido'. Em comunicado, o ministro das Relações Exteriores do país se manifestou após a noite passada de ataques mútuos. Abbas Araghchi condenou os ataques e disse: 'Os recentes ataques ilegais e criminosos perpetrados pelos Estados Unidos não apenas constituem uma grave violação da Carta das Nações Unidas e das normas fundamentais do direito internacional relativas à soberania nacional e à integridade territorial dos Estados, como também tornaram, na prática, sem efeito o cessar-fogo de 8 de abril de 2026'. Ele acrescentou que o uso de bases militares pelos EUA na região 'colocou esses países ao lado dos agressores'. Nas últimas duas noites, as forças iranianas atacaram o Kuwait, a Jordânia e o Bahrein. Araghchi também afirmou que os próprios ataques do Irã, numa tentativa de contrastar com os ataques dos EUA, estavam 'exerciciando o direito inerente de autodefesa'. Os EUA, por outro lado, descreveram seus últimos ataques como sendo em legítima defesa.

Irã reitera que Estreito de Ormuz está fechado 'até novo aviso'

As autoridades iranianas reiteraram a alegação de que o Estreito de Ormuz está fechado. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico afirmou que a importante via navegável está fechada 'até novo aviso'. A agência recém-criada tinha como objetivo controlar a navegação pelo estreito de Ormuz. Em uma publicação nas redes sociais, dizia: 'Em virtude das tensões criadas pela invasão das forças americanas na região e do anúncio feito ontem à noite pelas forças armadas iranianas, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até novo aviso. Os solicitantes que já receberam autorização de passagem devem aguardar pacientemente novas orientações da agência'. Embora a autoridade tenha afirmado que as tensões foram criadas exclusivamente pelos EUA, o Irã também lançou ataques durante a noite, visando outros países da região com mísseis balísticos. As Forças Armadas dos EUA afirmaram durante a noite que as alegações de que o estreito estava fechado eram incorretas e que, na verdade, ele estava aberto. O Estreito de Ormuz emergiu como um dos pontos críticos da guerra com o Irã. Teerã demonstrou sua força, fechando de fato a hidrovia, que em tempos de paz via cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializado transitar por ela. Isso teve impactos econômicos em todo o mundo. Os EUA lançaram vários esforços para reabrir o país aos níveis pré-guerra, incluindo o efêmero 'Projeto Liberdade' de Trump e um bloqueio, mas nenhum obteve sucesso completo até o momento. Apesar disso, conseguiu obter algum nível de tráfego pela hidrovia. Irã afirma que recentes ataques dos EUA tornaram o cessar-fogo 'sem sentido' Lançamento de mais de dez mísseis iranianos contra bases americanas na região. Reprodução O Irã afirmou nesta quinta-feira (11) que os ataques dos EUA nas últimas duas noites 'tornaram o cessar-fogo sem sentido'. Em comunicado, o ministro das Relações Exteriores do país se manifestou após a noite passada de ataques mútuos. Abbas Araghchi condenou os ataques e disse: 'Os recentes ataques ilegais e criminosos perpetrados pelos Estados Unidos não apenas constituem uma grave violação da Carta das Nações Unidas e das normas fundamentais do direito internacional relativas à soberania nacional e à integridade territorial dos Estados, como também tornaram, na prática, sem efeito o cessar-fogo de 8 de abril de 2026'. Ele acrescentou que o uso de bases militares pelos EUA na região 'colocou esses países ao lado dos agressores'. Nas últimas duas noites, as forças iranianas atacaram o Kuwait, a Jordânia e o Bahrein. Araghchi também afirmou que os próprios ataques do Irã, numa tentativa de contrastar com os ataques dos EUA, estavam 'exerciciando o direito inerente de autodefesa'. Os EUA, por outro lado, descreveram seus últimos ataques como sendo em legítima defesa.