Vera Magalhães: 'polarização afunilou' e reduziu espaço para terceira via
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra que o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados, em um eventual segundo turno, mas com o petista numericamente à frente. Lula aparece com 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio. Vera Magalhães afirma que a situação de Lula melhorou em relação a abril, quando ele tinha 40% das intenções e o filho do ex-presidente estava à frente, com 42%. Ela destaca que as apostas do governo, principalmente na área econômica, e o encontro do presidente brasileiro com Donald Trump podem ter garantido um 'fôlego' a Lula. 'Ainda é uma reeleição que é difícil, desafiadora, mas ele parece ter encontrado algumas pistas do que pode ser o caminho para a sua recuperação'. Segundo a comentarista, a rejeição pelo Senado da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) não surtiu nenhum impacto eleitoral. 'Eu mesma achava que a derrota do Jorge Messias no Senado poderia significar um ponto em que o Lula não conseguiria mais ter nenhuma governabilidade e, no entanto, o que parece é que a maioria das pessoas não tomou conhecimento desse episódio'. Vera analisa ainda que a polarização 'afunilou'. 'O número de pessoas que dizem que a sua decisão de voto é definitiva aumentou e parece haver ainda menos espaço do pouquíssimo que já havia para um candidato se viabilizar no meio dessa polarização'. Empate no Sudeste Lula e Flávio Bolsonaro também estão empatados tecnicamente no Sudeste - o petista tem 34%, enquanto o senador tem 35% das intenções de voto. Para Vera Magalhães, este dado 'não é pouca coisa' já que, por ser a região com mais eleitores, o Sudeste vai definir a eleição. 'Vencer no sudeste significa vencer no Brasil, porque o Lula vai sair com um caminhão de votos no Nordeste, vai perder no Sul, forçosamente, e provavelmente vai perder no Centro-Oeste e no Norte'. Caso Master O levantamento da Genial/Quaest também revela que 46% dos entrevistados acreditam que o caso do Banco Master afetou negativamente as imagens dos governos Lula e Bolsonaro, do Congresso Nacional e do Banco Central. De acordo com Vera Magalhães, a pesquisa mostra que o escândalo do Master atinge 'indistintamente todo mundo'. 'Isso não deixa de ser bom para o Lula, porque a oposição, por um tempo, procurava, principalmente no caso do INSS, carregar nas tintas de que era um escândalo do governo Lula, mesmo a gente sabendo que foi um caso que começou no [governo] Bolsonaro'. Violência é maior preocupação dos brasileiros A violência segue sendo a preocupação mais citada pelos brasileiros, com 31%. Em seguida, aparecem corrupção, problemas sociais, economia e educação. A comentarista ressalta que o governo está acelerando as medidas de combate à violência. Nesta terça-feira (12), o presidente Lula lançou, no Palácio do Planalto, o programa "Brasil Contra o Crime Organizado", que mira desarticular a estrutura das organizações criminosas em parcerias com estados e municípios. 'O governo também está de olho, sabe que esse é um tema muito relevante, uma das maiores, se não a maior preocupação dos brasileiros'. Flávio Bolsonaro Vera Magalhães afirma que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, está tentando 'escapar das cascas de banana' no campo da direita. 'Se você imaginar que o caso Master atinge aliados do bolsonarismo fortemente e que isso ainda não chegou num núcleo que pode ser mais próximo ao Flávio Bolsonaro, que é o do Rio de Janeiro. Se você imaginar que tem todas essas tretas da direita que vão se avolumando a cada dia. Ele também tem motivos para imaginar que a campanha não vai ser um mar de rosas para ele'. Genial/Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em eventual disputa de 2º turno A pesquisa Genial/Quaest divulgada, nesta quarta-feira (13), mostra que o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados, em um eventual segundo turno, mas com o petista numericamente à frente. Lula aparece com 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio. No levantamento de abril, o filho do ex-presidente estava à frente, com 42% contra 40% de Lula. Agora, o petista aparece à frente, 42% a 41%, mas como a margem de erro é dois pontos, os dois ficam tecnicamente empatados A ligeira reação de Lula vem em meio a medidas populares do governo, como o novo programa desenrola, para refinanciamento de dívidas das famílias, a ampliação da faixa de renda do Minha Casa, Minha Vida, e após também o encontro do petista com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nos demais cenários pesquisados pelo levantamento, Lula segue à frente dos adversários. Em um eventual segundo turno com Romeu Zema, Lula tem 44% contra 37% do ex-governador de Minas. No mês passado, Lula tinha 43% e Zema 36%. Na disputa com Ronaldo Caiado, o petista aparece com 44%, 1 ponto a mais que no mês anterior, contra 35% do ex-governador de Goiás, que manteve o mesmo índice. Já

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra que o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados, em um eventual segundo turno, mas com o petista numericamente à frente. Lula aparece com 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio. Vera Magalhães afirma que a situação de Lula melhorou em relação a abril, quando ele tinha 40% das intenções e o filho do ex-presidente estava à frente, com 42%. Ela destaca que as apostas do governo, principalmente na área econômica, e o encontro do presidente brasileiro com Donald Trump podem ter garantido um 'fôlego' a Lula. 'Ainda é uma reeleição que é difícil, desafiadora, mas ele parece ter encontrado algumas pistas do que pode ser o caminho para a sua recuperação'. Segundo a comentarista, a rejeição pelo Senado da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) não surtiu nenhum impacto eleitoral. 'Eu mesma achava que a derrota do Jorge Messias no Senado poderia significar um ponto em que o Lula não conseguiria mais ter nenhuma governabilidade e, no entanto, o que parece é que a maioria das pessoas não tomou conhecimento desse episódio'. Vera analisa ainda que a polarização 'afunilou'. 'O número de pessoas que dizem que a sua decisão de voto é definitiva aumentou e parece haver ainda menos espaço do pouquíssimo que já havia para um candidato se viabilizar no meio dessa polarização'. Empate no Sudeste Lula e Flávio Bolsonaro também estão empatados tecnicamente no Sudeste - o petista tem 34%, enquanto o senador tem 35% das intenções de voto. Para Vera Magalhães, este dado 'não é pouca coisa' já que, por ser a região com mais eleitores, o Sudeste vai definir a eleição. 'Vencer no sudeste significa vencer no Brasil, porque o Lula vai sair com um caminhão de votos no Nordeste, vai perder no Sul, forçosamente, e provavelmente vai perder no Centro-Oeste e no Norte'. Caso Master O levantamento da Genial/Quaest também revela que 46% dos entrevistados acreditam que o caso do Banco Master afetou negativamente as imagens dos governos Lula e Bolsonaro, do Congresso Nacional e do Banco Central. De acordo com Vera Magalhães, a pesquisa mostra que o escândalo do Master atinge 'indistintamente todo mundo'. 'Isso não deixa de ser bom para o Lula, porque a oposição, por um tempo, procurava, principalmente no caso do INSS, carregar nas tintas de que era um escândalo do governo Lula, mesmo a gente sabendo que foi um caso que começou no [governo] Bolsonaro'. Violência é maior preocupação dos brasileiros A violência segue sendo a preocupação mais citada pelos brasileiros, com 31%. Em seguida, aparecem corrupção, problemas sociais, economia e educação. A comentarista ressalta que o governo está acelerando as medidas de combate à violência. Nesta terça-feira (12), o presidente Lula lançou, no Palácio do Planalto, o programa "Brasil Contra o Crime Organizado", que mira desarticular a estrutura das organizações criminosas em parcerias com estados e municípios. 'O governo também está de olho, sabe que esse é um tema muito relevante, uma das maiores, se não a maior preocupação dos brasileiros'. Flávio Bolsonaro Vera Magalhães afirma que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, está tentando 'escapar das cascas de banana' no campo da direita. 'Se você imaginar que o caso Master atinge aliados do bolsonarismo fortemente e que isso ainda não chegou num núcleo que pode ser mais próximo ao Flávio Bolsonaro, que é o do Rio de Janeiro. Se você imaginar que tem todas essas tretas da direita que vão se avolumando a cada dia. Ele também tem motivos para imaginar que a campanha não vai ser um mar de rosas para ele'. Genial/Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em eventual disputa de 2º turno A pesquisa Genial/Quaest divulgada, nesta quarta-feira (13), mostra que o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados, em um eventual segundo turno, mas com o petista numericamente à frente. Lula aparece com 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio. No levantamento de abril, o filho do ex-presidente estava à frente, com 42% contra 40% de Lula. Agora, o petista aparece à frente, 42% a 41%, mas como a margem de erro é dois pontos, os dois ficam tecnicamente empatados A ligeira reação de Lula vem em meio a medidas populares do governo, como o novo programa desenrola, para refinanciamento de dívidas das famílias, a ampliação da faixa de renda do Minha Casa, Minha Vida, e após também o encontro do petista com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nos demais cenários pesquisados pelo levantamento, Lula segue à frente dos adversários. Em um eventual segundo turno com Romeu Zema, Lula tem 44% contra 37% do ex-governador de Minas. No mês passado, Lula tinha 43% e Zema 36%. Na disputa com Ronaldo Caiado, o petista aparece com 44%, 1 ponto a mais que no mês anterior, contra 35% do ex-governador de Goiás, que manteve o mesmo índice. Já no cenário de primeiro turno, com todos os nomes testados, Lula também teve uma melhora, saindo de 37% em abril para 39% agora em maio. Flávio Bolsonaro subiu de 32% para 33%. Em seguida, aparecem Ronaldo Caiado e Romeu Zema, ambos com 4%. A pesquisa mediu a avaliação sobre o encontro de Lula com Trump. Para 43% dos entrevistados, Lula saiu mais forte do encontro, contra 26% que falam que ele saiu mais fraco. Para 60% dos entrevistados, a reunião dos dois na casa Branca foi boa para o Brasil. 56% acham que o Brasil deve ser um aliado dos EUA. Sobre o Novo Desenrola, 50% avaliam que a medida é boa, porque ajuda quem está endividado a sair do vermelho. 23% acham que é uma má ideia. 38% acham que a medida vai sim ajudar muito a tirar as pessoas das dívidas, contra 33% que acreditam que não vai ajudar. 79% dizem que o governo acerta ao proibir apostas online para quem aderir ao desenrola. A aprovação do governo segue ainda negativa. 49% desaprovam e 46% aprovam , mas no mês passado, 52% desaprovavam e 43% aprovavam, mostrando ligeira melhora do petista. A pesquisa foi feita entre 8 e 11 de maio, com 2004 brasileiros e nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-03598/2026.

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