Secretário de Trump afirma acreditar que China fará 'o que puder' para reabrir Estreito de Ormuz
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse em Pequim, na China, acreditar que o país asiático agirá para reabrir o Estreito de Ormuz. A afirmação foi feita após a reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e o chinês, Xi Jinping, em que, segundo declaração da Casa Branca, a questão de Ormuz esteve na pauta. 'Acho que eles vão fazer o que puderem. A China tem grande interesse em reabrir o Estreito, e acredito que trabalhará nos bastidores com todos aqueles que têm alguma influência sobre a liderança iraniana', disse a CNBC. A Casa Branca emitiu uma declaração nesta quinta-feira (14) sobre o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, capital da China. A declaração dos EUA aborda a guerra no Irã de forma mais abrangente do que a da China. A própria declaração de Pequim mencionou o assunto apenas brevemente. No entanto, a questão de Taiwan, anunciada por Xi como 'a questão mais importante', não foi mencionada em nenhum momento por Washington. A declaração comenta que os dois discutiram sobre o Irã e concordaram que o país 'jamais poderá ter uma arma nuclear'. 'Os dois lados concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o livre fluxo de energia. O presidente Xi também deixou clara a oposição da China à militarização do estreito e a qualquer tentativa de cobrar pedágio pelo seu uso, e expressou interesse em comprar mais petróleo americano para reduzir a dependência da China em relação ao estreito no futuro. Ambos os países concordaram que o Irã jamais poderá ter uma arma nuclear', diz o trecho. A declaração ainda destacou o foco na cooperação e nos laços econômicos, antes de acrescentar que Trump e Xi falaram sobre o desejo de acabar com 'o fluxo de precursores de fentanil' para os EUA - algo que Trump buscou pessoalmente em seu segundo mandato. No próprio comunicado da China sobre a reunião, o Irã foi mencionado apenas brevemente, entre outras questões geopolíticas. Mais sobre o encontro Encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, presidentes dos Estados Unidos e da China, em Pequim. Kenny Holston / POOL / AFP Os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, passaram mais de duas horas reunidos hoje, em um encontro histórico em Pequim. A reunião teve alertas sobre riscos de conflito entre os dois países e acenos para cooperação em diversos setores. O encontro aconteceu no Grande Salão do Povo. Logo no início, Xi Jinping falou sobre a instabilidade internacional e disse que Estados Unidos e China têm mais interesses em comum do que diferenças. Donald Trump também adotou um tom positivo ao comentar a relação bilateral. O presidente americano classificou o encontro como uma honra e disse acreditar que os dois países terão um “futuro fantástico”. No entanto, o tom mudou após a reunião entre as duas delegações passar a portas fechadas. Xi Jinping alertou Trump para o risco de confronto caso a questão de Taiwan não seja conduzida de forma adequada. Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, o líder chinês afirmou que Taiwan é o tema mais importante na relação entre os dois países e disse que um erro na condução do assunto levaria a relação a uma situação “muito perigosa”. O aviso é uma resposta ao pacote de 11 bilhões de dólares em armas autorizado por Washington, que Pequim exige que seja cancelado. A China considera a ilha parte do território chinês, enquanto os Estados Unidos atuam para garantir a autonomia da região. Após o fim da reunião, Trump disse apenas que o encontro tinha sido “ótimo”, sem dar mais detalhes. O presidente retornou ao hotel onde está hospedado sem fazer declarações à imprensa. Além de Taiwan, o tema mais urgente da pauta é a crise energética global. Trump pressiona a China para que use sua influência sobre Teerã para garantir a reabertura do Estreito de Hormuz. O republicano viajou acompanhado dos CEOs da Apple, Tim Cook, da Nvidia, Jensen Huang, e da Tesla, Elon Musk. O objetivo é fechar acordos bilionários em setores como inteligência artificial e semicondutores, tentando reduzir o déficit comercial americano.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse em Pequim, na China, acreditar que o país asiático agirá para reabrir o Estreito de Ormuz. A afirmação foi feita após a reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e o chinês, Xi Jinping, em que, segundo declaração da Casa Branca, a questão de Ormuz esteve na pauta. 'Acho que eles vão fazer o que puderem. A China tem grande interesse em reabrir o Estreito, e acredito que trabalhará nos bastidores com todos aqueles que têm alguma influência sobre a liderança iraniana', disse a CNBC. A Casa Branca emitiu uma declaração nesta quinta-feira (14) sobre o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, capital da China. A declaração dos EUA aborda a guerra no Irã de forma mais abrangente do que a da China. A própria declaração de Pequim mencionou o assunto apenas brevemente. No entanto, a questão de Taiwan, anunciada por Xi como 'a questão mais importante', não foi mencionada em nenhum momento por Washington. A declaração comenta que os dois discutiram sobre o Irã e concordaram que o país 'jamais poderá ter uma arma nuclear'. 'Os dois lados concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o livre fluxo de energia. O presidente Xi também deixou clara a oposição da China à militarização do estreito e a qualquer tentativa de cobrar pedágio pelo seu uso, e expressou interesse em comprar mais petróleo americano para reduzir a dependência da China em relação ao estreito no futuro. Ambos os países concordaram que o Irã jamais poderá ter uma arma nuclear', diz o trecho. A declaração ainda destacou o foco na cooperação e nos laços econômicos, antes de acrescentar que Trump e Xi falaram sobre o desejo de acabar com 'o fluxo de precursores de fentanil' para os EUA - algo que Trump buscou pessoalmente em seu segundo mandato. No próprio comunicado da China sobre a reunião, o Irã foi mencionado apenas brevemente, entre outras questões geopolíticas. Mais sobre o encontro Encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, presidentes dos Estados Unidos e da China, em Pequim. Kenny Holston / POOL / AFP Os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, passaram mais de duas horas reunidos hoje, em um encontro histórico em Pequim. A reunião teve alertas sobre riscos de conflito entre os dois países e acenos para cooperação em diversos setores. O encontro aconteceu no Grande Salão do Povo. Logo no início, Xi Jinping falou sobre a instabilidade internacional e disse que Estados Unidos e China têm mais interesses em comum do que diferenças. Donald Trump também adotou um tom positivo ao comentar a relação bilateral. O presidente americano classificou o encontro como uma honra e disse acreditar que os dois países terão um “futuro fantástico”. No entanto, o tom mudou após a reunião entre as duas delegações passar a portas fechadas. Xi Jinping alertou Trump para o risco de confronto caso a questão de Taiwan não seja conduzida de forma adequada. Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, o líder chinês afirmou que Taiwan é o tema mais importante na relação entre os dois países e disse que um erro na condução do assunto levaria a relação a uma situação “muito perigosa”. O aviso é uma resposta ao pacote de 11 bilhões de dólares em armas autorizado por Washington, que Pequim exige que seja cancelado. A China considera a ilha parte do território chinês, enquanto os Estados Unidos atuam para garantir a autonomia da região. Após o fim da reunião, Trump disse apenas que o encontro tinha sido “ótimo”, sem dar mais detalhes. O presidente retornou ao hotel onde está hospedado sem fazer declarações à imprensa. Além de Taiwan, o tema mais urgente da pauta é a crise energética global. Trump pressiona a China para que use sua influência sobre Teerã para garantir a reabertura do Estreito de Hormuz. O republicano viajou acompanhado dos CEOs da Apple, Tim Cook, da Nvidia, Jensen Huang, e da Tesla, Elon Musk. O objetivo é fechar acordos bilionários em setores como inteligência artificial e semicondutores, tentando reduzir o déficit comercial americano.

Comentários (0)
Comentários do Facebook