Corpus Christi: saiba como começou a tradição dos tapetes de sal; veja a programação no RJ

Mesmo com o céu nublado e a chuva fraca, centenas de fiéis estão reunidos desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (4), na Avenida República do Chile, no Centro do Rio. Em frente à Catedral Metropolitana, grupos de voluntários das paróquias ocupam a pista com sacos de sal colorido, serragem, baldes, moldes e muita dedicação para dar forma aos tradicionais tapetes de Corpus Christi. Quem passa pelo local encontra verdadeiras obras de arte espalhadas pelo chão. São imagens religiosas, símbolos da Eucaristia, mensagens de fé e desenhos coloridos que vão formando um grande caminho ao redor da Catedral, onde mais tarde o padre vai passar por cima dessas artes com o ostensório, que é a peça sagrada que exibe a hóstia e representa o corpo de Jesus. Ao todo, cerca de 300 metros de tapetes estão sendo confeccionados pelos fiéis, muitos deles trabalhando desde antes das cinco da manhã para que tudo esteja pronto para as celebrações do dia. Corpus Christi: tradição dos tapetes de sal no Centro do Rio. Rafaela Lima/ CBN A tradição tem séculos de história. Celebrada pela Igreja Católica desde 1264, a festa de Corpus Christi acontece cerca de 60 dias após a Páscoa e tem como principal objetivo celebrar a Eucaristia. Os tapetes são preparados para a passagem da procissão eucarística e simbolizam a devoção dos fiéis e a acolhida a Jesus Cristo. É justamente esse significado que mantém viva uma tradição que atravessa gerações. A reportagem CBN conversou com o pároco da Catedral Metropolitana, padre Cláudio, que explicou a importância dos tapetes e destacou como essa manifestação reúne não apenas católicos, mas também pessoas de diferentes segmentos da sociedade: "A confecção dos tapetes, ela já remonta ao século XIII, quando então surge essa devoção ao corpo de Deus. Nós acreditamos nessa presença real de Jesus na Eucaristia. E hoje, quando cada pessoa faz esse tapete colorido, cada um de uma forma, de um jeito, um desenho próprio, é poder perceber essa grandeza de Deus. Deus também vê cada um de nós, temos o nosso jeito, a nossa maneira de ser, mas Deus nos ama a todos da mesma forma". A celebração deste ano ganha um significado ainda mais especial para os católicos do Rio. Além de Corpus Christi, a Arquidiocese lembra os 100 anos da Adoração Perpétua no Brasil, iniciada na Igreja de Sant’Ana, também no Centro da cidade. A fé pode ser percebida nos detalhes. Muitos dos voluntários chegaram ainda de madrugada. Alguns passaram a noite organizando materiais para participar da montagem. Entre eles está a irmã Solange das Graças, secretária do Conselho Missionário Arquidiocesano. Ela participa pela primeira vez da confecção dos tapetes e contou como está sendo viver essa experiência: "Está sendo uma experiência muito linda, muito gratificante. É um ato de fé, muito ardor missionário. A gente está com um grupo de jovens aqui, a maioria são jovens, um grupo misto. Nós temos seminarista, nós temos comunidades de vida, consagrados celibatários, temos jovens leigos. Então é um ato de fé, a gente saiu muito cedo, levantamos 4 horas da manhã e desde ontem a gente já se uniu na comunidade Mar a Dentos para estar presentes juntos, até para ter o cuidado uns com os outros, para a gente vir juntos". A programação religiosa segue ao longo do dia. Ao meio-dia, o cardeal Dom Orani Tempesta celebra missa na Catedral Metropolitana. Às 15h acontece a oração das vésperas e, logo depois, a tradicional procissão eucarística segue pelas ruas do Centro, passando pela Rua do Riachuelo, Henrique Valadares, Praça da Cruz Vermelha e Avenida República do Chile antes de retornar à Catedral. E a tradição se espalha por todo o estado. Em São Gonçalo, considerada uma das maiores celebrações de Corpus Christi da América Latina, são 238 tapetes confeccionados com cerca de 50 toneladas de sal. Já em Niterói, os fiéis também ocupam a Avenida Amaral Peixoto para montar os desenhos que serão percorridos pela procissão ao longo do dia. A programação termina no fim da tarde. Às 17h será apresentado, em frente à Catedral Metropolitana, o Auto de Corpus Christi, espetáculo gratuito com atores, cantores e bailarinos. Em seguida, às 17h30, Dom Orani celebra a missa de encerramento. Durante todo o dia, também estão sendo arrecadados alimentos não perecíveis para projetos sociais da Arquidiocese do Rio.

Corpus Christi: saiba como começou a tradição dos tapetes de sal; veja a programação no RJ

Mesmo com o céu nublado e a chuva fraca, centenas de fiéis estão reunidos desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (4), na Avenida República do Chile, no Centro do Rio. Em frente à Catedral Metropolitana, grupos de voluntários das paróquias ocupam a pista com sacos de sal colorido, serragem, baldes, moldes e muita dedicação para dar forma aos tradicionais tapetes de Corpus Christi. Quem passa pelo local encontra verdadeiras obras de arte espalhadas pelo chão. São imagens religiosas, símbolos da Eucaristia, mensagens de fé e desenhos coloridos que vão formando um grande caminho ao redor da Catedral, onde mais tarde o padre vai passar por cima dessas artes com o ostensório, que é a peça sagrada que exibe a hóstia e representa o corpo de Jesus. Ao todo, cerca de 300 metros de tapetes estão sendo confeccionados pelos fiéis, muitos deles trabalhando desde antes das cinco da manhã para que tudo esteja pronto para as celebrações do dia. Corpus Christi: tradição dos tapetes de sal no Centro do Rio. Rafaela Lima/ CBN A tradição tem séculos de história. Celebrada pela Igreja Católica desde 1264, a festa de Corpus Christi acontece cerca de 60 dias após a Páscoa e tem como principal objetivo celebrar a Eucaristia. Os tapetes são preparados para a passagem da procissão eucarística e simbolizam a devoção dos fiéis e a acolhida a Jesus Cristo. É justamente esse significado que mantém viva uma tradição que atravessa gerações. A reportagem CBN conversou com o pároco da Catedral Metropolitana, padre Cláudio, que explicou a importância dos tapetes e destacou como essa manifestação reúne não apenas católicos, mas também pessoas de diferentes segmentos da sociedade: "A confecção dos tapetes, ela já remonta ao século XIII, quando então surge essa devoção ao corpo de Deus. Nós acreditamos nessa presença real de Jesus na Eucaristia. E hoje, quando cada pessoa faz esse tapete colorido, cada um de uma forma, de um jeito, um desenho próprio, é poder perceber essa grandeza de Deus. Deus também vê cada um de nós, temos o nosso jeito, a nossa maneira de ser, mas Deus nos ama a todos da mesma forma". A celebração deste ano ganha um significado ainda mais especial para os católicos do Rio. Além de Corpus Christi, a Arquidiocese lembra os 100 anos da Adoração Perpétua no Brasil, iniciada na Igreja de Sant’Ana, também no Centro da cidade. A fé pode ser percebida nos detalhes. Muitos dos voluntários chegaram ainda de madrugada. Alguns passaram a noite organizando materiais para participar da montagem. Entre eles está a irmã Solange das Graças, secretária do Conselho Missionário Arquidiocesano. Ela participa pela primeira vez da confecção dos tapetes e contou como está sendo viver essa experiência: "Está sendo uma experiência muito linda, muito gratificante. É um ato de fé, muito ardor missionário. A gente está com um grupo de jovens aqui, a maioria são jovens, um grupo misto. Nós temos seminarista, nós temos comunidades de vida, consagrados celibatários, temos jovens leigos. Então é um ato de fé, a gente saiu muito cedo, levantamos 4 horas da manhã e desde ontem a gente já se uniu na comunidade Mar a Dentos para estar presentes juntos, até para ter o cuidado uns com os outros, para a gente vir juntos". A programação religiosa segue ao longo do dia. Ao meio-dia, o cardeal Dom Orani Tempesta celebra missa na Catedral Metropolitana. Às 15h acontece a oração das vésperas e, logo depois, a tradicional procissão eucarística segue pelas ruas do Centro, passando pela Rua do Riachuelo, Henrique Valadares, Praça da Cruz Vermelha e Avenida República do Chile antes de retornar à Catedral. E a tradição se espalha por todo o estado. Em São Gonçalo, considerada uma das maiores celebrações de Corpus Christi da América Latina, são 238 tapetes confeccionados com cerca de 50 toneladas de sal. Já em Niterói, os fiéis também ocupam a Avenida Amaral Peixoto para montar os desenhos que serão percorridos pela procissão ao longo do dia. A programação termina no fim da tarde. Às 17h será apresentado, em frente à Catedral Metropolitana, o Auto de Corpus Christi, espetáculo gratuito com atores, cantores e bailarinos. Em seguida, às 17h30, Dom Orani celebra a missa de encerramento. Durante todo o dia, também estão sendo arrecadados alimentos não perecíveis para projetos sociais da Arquidiocese do Rio.