Advogado de pai de Henry Borel diz a jurados que sente pena de Monique Medeiros

Cristiano Medina, advogado de Leniel Borel, pai de Henry, disse aos jurados que sente pena de Monique Medeiros, mesmo atuando para tentar convencer o júri de que ela também deve ser condenada pela morte do filho. Para a assistência de acusação, Monique foi omissa ao não tirar Henry da convivência com Jairinho. “Eu também tenho dó da Monique, não vou falar pra vocês que não. É uma mãe. Mas ela foi omissa, ela precisa responder por isso, não pode passar impune”, afirmou Medina. A fala foi feita no 10º dia do julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte de Henry Borel. O menino tinha quatro anos quando morreu, em março de 2021, depois de ser levado a um hospital na Barra da Tijuca. Cristiano Medina sustentou que Jairinho foi o agressor direto, mas afirmou que Monique também tinha responsabilidade porque poderia ter retirado o filho daquele ambiente. O advogado disse que a mãe tinha alternativas, como deixar Henry com os avós maternos, em Bangu, ou com outros familiares. “Se ela tivesse sacado o filho, não tinha morrido”, disse o assistente de acusação. Antes da fala de Medina, os promotores Fábio Vieira e Audrey Alves falaram por cerca de duas horas e dez minutos. O Ministério Público tentou mostrar aos jurados que os dois réus tinham papéis diferentes na morte de Henry. Segundo a acusação, Jairinho tem traços de psicopatia e foi o agressor direto. Já Monique teria traços de narcisismo e teria assumido o risco ao manter o filho exposto ao então namorado. A promotora Audrey Alves também citou mensagens da babá Thayná de Oliveira Ferreira. Em uma delas, a babá avisou Monique que Jairinho estava com Henry no quarto e disse que isso acontecia “sempre no seu quarto”. Para a acusação, essa frase mostra que Monique já sabia que Jairinho costumava ficar sozinho com Henry, e que a situação não era isolada. A assistência de acusação também rebateu a tese de erro médico. Cristiano Medina usou dados como a temperatura do corpo e a rigidez na mandíbula para sustentar que Henry já chegou morto ao hospital. Segundo ele, esses elementos enfraquecem a versão da defesa de Jairinho de que a morte teria relação com manobras de reanimação ou com falhas no atendimento. A sessão foi pausada para o almoço por volta de 13h21. Na volta, a expectativa é que comecem as falas das defesas de Jairinho e de Monique. Ainda pode haver réplica da acusação e tréplica das defesas antes da votação dos jurados. Ainda é incerto quando o julgamento vai terminar. A expectativa nos bastidores é que a sentença saia nesta quarta-feira, possivelmente no início da madrugada. Mas, dependendo do cansaço dos jurados e do andamento das falas, existe a possibilidade de a juíza Elizabeth Machado Louro deixar a leitura da sentença para a madrugada ou a manhã desta quinta-feira, que é feriado. Os sete jurados, cinco homens e duas mulheres, estão há dez dias no Tribunal de Justiça do Rio. Eles ficam incomunicáveis, sem acesso a celular e sem acompanhar notícias sobre o caso. Depois dos debates, eles vão responder às perguntas sobre o processo e decidir se Jairinho e Monique serão condenados ou absolvidos.

Advogado de pai de Henry Borel diz a jurados que sente pena de Monique Medeiros

Cristiano Medina, advogado de Leniel Borel, pai de Henry, disse aos jurados que sente pena de Monique Medeiros, mesmo atuando para tentar convencer o júri de que ela também deve ser condenada pela morte do filho. Para a assistência de acusação, Monique foi omissa ao não tirar Henry da convivência com Jairinho. “Eu também tenho dó da Monique, não vou falar pra vocês que não. É uma mãe. Mas ela foi omissa, ela precisa responder por isso, não pode passar impune”, afirmou Medina. A fala foi feita no 10º dia do julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte de Henry Borel. O menino tinha quatro anos quando morreu, em março de 2021, depois de ser levado a um hospital na Barra da Tijuca. Cristiano Medina sustentou que Jairinho foi o agressor direto, mas afirmou que Monique também tinha responsabilidade porque poderia ter retirado o filho daquele ambiente. O advogado disse que a mãe tinha alternativas, como deixar Henry com os avós maternos, em Bangu, ou com outros familiares. “Se ela tivesse sacado o filho, não tinha morrido”, disse o assistente de acusação. Antes da fala de Medina, os promotores Fábio Vieira e Audrey Alves falaram por cerca de duas horas e dez minutos. O Ministério Público tentou mostrar aos jurados que os dois réus tinham papéis diferentes na morte de Henry. Segundo a acusação, Jairinho tem traços de psicopatia e foi o agressor direto. Já Monique teria traços de narcisismo e teria assumido o risco ao manter o filho exposto ao então namorado. A promotora Audrey Alves também citou mensagens da babá Thayná de Oliveira Ferreira. Em uma delas, a babá avisou Monique que Jairinho estava com Henry no quarto e disse que isso acontecia “sempre no seu quarto”. Para a acusação, essa frase mostra que Monique já sabia que Jairinho costumava ficar sozinho com Henry, e que a situação não era isolada. A assistência de acusação também rebateu a tese de erro médico. Cristiano Medina usou dados como a temperatura do corpo e a rigidez na mandíbula para sustentar que Henry já chegou morto ao hospital. Segundo ele, esses elementos enfraquecem a versão da defesa de Jairinho de que a morte teria relação com manobras de reanimação ou com falhas no atendimento. A sessão foi pausada para o almoço por volta de 13h21. Na volta, a expectativa é que comecem as falas das defesas de Jairinho e de Monique. Ainda pode haver réplica da acusação e tréplica das defesas antes da votação dos jurados. Ainda é incerto quando o julgamento vai terminar. A expectativa nos bastidores é que a sentença saia nesta quarta-feira, possivelmente no início da madrugada. Mas, dependendo do cansaço dos jurados e do andamento das falas, existe a possibilidade de a juíza Elizabeth Machado Louro deixar a leitura da sentença para a madrugada ou a manhã desta quinta-feira, que é feriado. Os sete jurados, cinco homens e duas mulheres, estão há dez dias no Tribunal de Justiça do Rio. Eles ficam incomunicáveis, sem acesso a celular e sem acompanhar notícias sobre o caso. Depois dos debates, eles vão responder às perguntas sobre o processo e decidir se Jairinho e Monique serão condenados ou absolvidos.