MP-SC pede arquivamento do caso do cão Orelha e descarta maus-tratos

O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) pediu o arquivamento da investigação sobre a morte do cão Orelha, caso que ganhou repercussão nacional após suspeitas de maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis. Segundo três promotores responsáveis pelo caso, os adolescentes investigados e o animal não estiveram juntos no local durante o período da suposta agressão. A conclusão foi baseada na reanálise de quase dois mil arquivos, entre laudos técnicos, vídeos, imagens e dados apreendidos. De acordo com o Ministério Público, uma nova avaliação das câmeras de monitoramento identificou um “descompasso temporal” de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelos diferentes sistemas usados na investigação. Com isso, os promotores concluíram que o adolescente apontado pela Polícia Civil estava a cerca de 600 metros de distância do cão no momento em que teria ocorrido a agressão. Os promotores também citaram um laudo da Polícia Científica, elaborado após a exumação do corpo do animal, que não encontrou fraturas ou lesões compatíveis com violência provocada por ação humana. Segundo o documento, a morte do cão teria ocorrido em decorrência de uma doença pré-existente. A conclusão contradiz o inquérito da Polícia Civil de Santa Catarina, que havia atribuído a um adolescente a responsabilidade pelas agressões e solicitado a internação do menor. Em nota, a Polícia Civil afirmou que concluiu o inquérito de forma independente e que eventuais manifestações sobre o pedido de arquivamento cabem exclusivamente ao Ministério Público. Agora, a decisão final sobre o arquivamento será analisada pela desembargadora responsável pelo caso.

MP-SC pede arquivamento do caso do cão Orelha e descarta maus-tratos

O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) pediu o arquivamento da investigação sobre a morte do cão Orelha, caso que ganhou repercussão nacional após suspeitas de maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis. Segundo três promotores responsáveis pelo caso, os adolescentes investigados e o animal não estiveram juntos no local durante o período da suposta agressão. A conclusão foi baseada na reanálise de quase dois mil arquivos, entre laudos técnicos, vídeos, imagens e dados apreendidos. De acordo com o Ministério Público, uma nova avaliação das câmeras de monitoramento identificou um “descompasso temporal” de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelos diferentes sistemas usados na investigação. Com isso, os promotores concluíram que o adolescente apontado pela Polícia Civil estava a cerca de 600 metros de distância do cão no momento em que teria ocorrido a agressão. Os promotores também citaram um laudo da Polícia Científica, elaborado após a exumação do corpo do animal, que não encontrou fraturas ou lesões compatíveis com violência provocada por ação humana. Segundo o documento, a morte do cão teria ocorrido em decorrência de uma doença pré-existente. A conclusão contradiz o inquérito da Polícia Civil de Santa Catarina, que havia atribuído a um adolescente a responsabilidade pelas agressões e solicitado a internação do menor. Em nota, a Polícia Civil afirmou que concluiu o inquérito de forma independente e que eventuais manifestações sobre o pedido de arquivamento cabem exclusivamente ao Ministério Público. Agora, a decisão final sobre o arquivamento será analisada pela desembargadora responsável pelo caso.