Justiça de São Paulo nega pedido de liberdade feito pela defesa de Marcola
A Justiça de São Paulo negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC. A decisão mantém a prisão preventiva decretada contra ele na Operação Vernix, investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro da facção e que também teve como alvo a influenciadora Deolane Bezerra. Em nota divulgada após a decisão, o advogado Bruno Ferullo Rita afirmou que o indeferimento tem caráter "estritamente preliminar e provisório" e que as teses da defesa ainda serão examinadas pelo colegiado. No habeas corpus, a defesa sustentou que a prisão preventiva seria desnecessária porque Marcola já cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília, em regime de segurança máxima. Os advogados argumentaram que ele está submetido a monitoramento constante e possui acesso restrito ao exterior, o que tornaria a nova ordem de prisão sem efeito prático. A defesa também alegou ausência de fundamentação individualizada, falta de contemporaneidade dos fatos investigado, entre 2021 e 2022, e questionou a não realização de audiência de custódia em até 24 horas após a decretação da prisão. Para a relatora Renata William Rached Catelli, os elementos reunidos na investigação indicam, ao menos em análise preliminar, a persistência de atuação criminosa mesmo durante o período em que o investigado esteve encarcerado em unidade federal de segurança máxima. A decisão menciona ainda a conclusão do juiz responsável pela investigação de que Marcola e seu irmão teriam operado o esquema de lavagem de capitais a partir do sistema penitenciário federal, o que demonstraria capacidade de coordenação criminosa mesmo dentro do cárcere. A Operação Vernix, iniciada em 2019, investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo o Ministério Público de São Paulo, a organização utilizaria uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, para movimentar recursos e dificultar o rastreamento dos valores. Além de Marcola e familiares, a operação também teve como alvo a influenciadora Deolane Bezerra. Conforme a investigação, duas contas bancárias utilizadas no esquema estariam registradas em nome dela. Na semana passada, a defesa de Marcola afirmou que ele não conhece Deolane e negou qualquer participação nos fatos investigados. Deolane foi presa na sua casa em Barueri, na Grande São Paulo, no dia 21 de maio deste ano. Em nota, a defesa da advogada ressaltou a inocência de Deolane e afirmou que "os fatos serão devidamente esclarecidos por esta". A apuração constatou que a influenciadora possuía estreitos vínculos pessoais e de negócios com um dos gestores fantasmas da transportadora de cargas. Para os investigadores, a projeção pública, a atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial eram utilizadas pela influenciadora como camadas de aparente legalidade para dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos.

A Justiça de São Paulo negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC. A decisão mantém a prisão preventiva decretada contra ele na Operação Vernix, investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro da facção e que também teve como alvo a influenciadora Deolane Bezerra. Em nota divulgada após a decisão, o advogado Bruno Ferullo Rita afirmou que o indeferimento tem caráter "estritamente preliminar e provisório" e que as teses da defesa ainda serão examinadas pelo colegiado. No habeas corpus, a defesa sustentou que a prisão preventiva seria desnecessária porque Marcola já cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília, em regime de segurança máxima. Os advogados argumentaram que ele está submetido a monitoramento constante e possui acesso restrito ao exterior, o que tornaria a nova ordem de prisão sem efeito prático. A defesa também alegou ausência de fundamentação individualizada, falta de contemporaneidade dos fatos investigado, entre 2021 e 2022, e questionou a não realização de audiência de custódia em até 24 horas após a decretação da prisão. Para a relatora Renata William Rached Catelli, os elementos reunidos na investigação indicam, ao menos em análise preliminar, a persistência de atuação criminosa mesmo durante o período em que o investigado esteve encarcerado em unidade federal de segurança máxima. A decisão menciona ainda a conclusão do juiz responsável pela investigação de que Marcola e seu irmão teriam operado o esquema de lavagem de capitais a partir do sistema penitenciário federal, o que demonstraria capacidade de coordenação criminosa mesmo dentro do cárcere. A Operação Vernix, iniciada em 2019, investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo o Ministério Público de São Paulo, a organização utilizaria uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, para movimentar recursos e dificultar o rastreamento dos valores. Além de Marcola e familiares, a operação também teve como alvo a influenciadora Deolane Bezerra. Conforme a investigação, duas contas bancárias utilizadas no esquema estariam registradas em nome dela. Na semana passada, a defesa de Marcola afirmou que ele não conhece Deolane e negou qualquer participação nos fatos investigados. Deolane foi presa na sua casa em Barueri, na Grande São Paulo, no dia 21 de maio deste ano. Em nota, a defesa da advogada ressaltou a inocência de Deolane e afirmou que "os fatos serão devidamente esclarecidos por esta". A apuração constatou que a influenciadora possuía estreitos vínculos pessoais e de negócios com um dos gestores fantasmas da transportadora de cargas. Para os investigadores, a projeção pública, a atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial eram utilizadas pela influenciadora como camadas de aparente legalidade para dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos.

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