Cidade de SP registra 995 roubos de alianças no 1º trimestre de 2026

A cidade de São Paulo registrou 995 roubos de alianças no primeiro trimestre deste ano, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, divulgados no Portal da Transparência. O volume equivale a aproximadamente um roubo a cada duas horas na capital. 'Times Square Paulistana': instalação de quatro telões de LED é autorizada no centro de SP Virada Cultural de SP terá shows de Joelma, Thiaguinho, Marina Sena e outros artistas; veja atrações Apesar do número elevado, houve queda de 8,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 1.092 casos de roubos e furtos de alianças. No estado de São Paulo, o total chega a 1.805 ocorrências no período, o que representa aproximadamente um caso a cada uma hora e dez minutos. Em bairros como Moema, na Zona Sul, comerciantes relatam medo constante e falta de policiamento. Há mais de 20 anos trabalhando em uma lavanderia da região, o comerciante Valter Soares descreveu uma rotina de insegurança e aumento dos roubos. "Tenho visto falar de muito roubo. Até eu presenciei um assalto de uma mulher, em que três homens a seguraram e levaram corrente, levaram aliança e, tipo, é uma insegurança total. E só depois de algum tempo a polícia chega. Eu até cheguei a ligar para o 190 e demorou 20, 30 minutos para chegar uma viatura. E, nos últimos ocorridos aqui em Moema, que foram reportados na televisão, agora está tendo um policiamento mais ostensivo, fazendo um patrulhamento, mas não é sempre assim." Morador da região, o advogado Rafael Paiva afirmaou que os crimes parecem organizados e acontecem com frequência, o que gera revolta entre quem presencia as ações. "Eu realmente não entendo como o nosso governo deixa uma situação ficar tão insustentável assim, a ponto de as pessoas terem que tirar aliança para sair de casa, relógio, celular. Inclusive, essa é uma dica muito importante: se você for sair na rua, tome muito cuidado. Não tem mais horário, é de manhã, é de tarde, é de noite. São sempre motoqueiros que chegam em grupo. Não vale a pena você reagir; infelizmente, você tem que entregar." A violência desse tipo de crime ficou mais evidente no último domingo (19). Um homem de 46 anos morreu após levar um tiro na cabeça ao tentar ajudar um casal que estava prestes a ser assaltado na Avenida Juriti, também em Moema. O caso acendeu um alerta entre comerciantes. Dono de um açougue no bairro, Mário Guedes diz que a rua oferece até avisos sonoros para alertar risco de assaltos. "Tá vendo aquela câmera aqui? Lá no pote. Tá vendo lá? Se você passar lá, ela fala: 'lugar perigoso, alto risco de assalto'. Tá escrito lá, ela fala pra você. O governo sabe. Assalto toda hora, todo instante. A gente tem que ficar de olho nas motos que estão paradas ali, porque são da gente, o pessoal leva. Ontem passaram 14 viaturas aqui, certo. Então você vê, ele sabe onde está." Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as regiões com mais registros de roubo e furto de alianças são Santo Amaro, com 43 casos, seguido por Capão Redondo e Centro, com 42 ocorrências cada. Já Moema e Itaim Bibi, bairros de alto padrão da Zona Sul, somam 32 casos no período.

Cidade de SP registra 995 roubos de alianças no 1º trimestre de 2026

A cidade de São Paulo registrou 995 roubos de alianças no primeiro trimestre deste ano, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, divulgados no Portal da Transparência. O volume equivale a aproximadamente um roubo a cada duas horas na capital. 'Times Square Paulistana': instalação de quatro telões de LED é autorizada no centro de SP Virada Cultural de SP terá shows de Joelma, Thiaguinho, Marina Sena e outros artistas; veja atrações Apesar do número elevado, houve queda de 8,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 1.092 casos de roubos e furtos de alianças. No estado de São Paulo, o total chega a 1.805 ocorrências no período, o que representa aproximadamente um caso a cada uma hora e dez minutos. Em bairros como Moema, na Zona Sul, comerciantes relatam medo constante e falta de policiamento. Há mais de 20 anos trabalhando em uma lavanderia da região, o comerciante Valter Soares descreveu uma rotina de insegurança e aumento dos roubos. "Tenho visto falar de muito roubo. Até eu presenciei um assalto de uma mulher, em que três homens a seguraram e levaram corrente, levaram aliança e, tipo, é uma insegurança total. E só depois de algum tempo a polícia chega. Eu até cheguei a ligar para o 190 e demorou 20, 30 minutos para chegar uma viatura. E, nos últimos ocorridos aqui em Moema, que foram reportados na televisão, agora está tendo um policiamento mais ostensivo, fazendo um patrulhamento, mas não é sempre assim." Morador da região, o advogado Rafael Paiva afirmaou que os crimes parecem organizados e acontecem com frequência, o que gera revolta entre quem presencia as ações. "Eu realmente não entendo como o nosso governo deixa uma situação ficar tão insustentável assim, a ponto de as pessoas terem que tirar aliança para sair de casa, relógio, celular. Inclusive, essa é uma dica muito importante: se você for sair na rua, tome muito cuidado. Não tem mais horário, é de manhã, é de tarde, é de noite. São sempre motoqueiros que chegam em grupo. Não vale a pena você reagir; infelizmente, você tem que entregar." A violência desse tipo de crime ficou mais evidente no último domingo (19). Um homem de 46 anos morreu após levar um tiro na cabeça ao tentar ajudar um casal que estava prestes a ser assaltado na Avenida Juriti, também em Moema. O caso acendeu um alerta entre comerciantes. Dono de um açougue no bairro, Mário Guedes diz que a rua oferece até avisos sonoros para alertar risco de assaltos. "Tá vendo aquela câmera aqui? Lá no pote. Tá vendo lá? Se você passar lá, ela fala: 'lugar perigoso, alto risco de assalto'. Tá escrito lá, ela fala pra você. O governo sabe. Assalto toda hora, todo instante. A gente tem que ficar de olho nas motos que estão paradas ali, porque são da gente, o pessoal leva. Ontem passaram 14 viaturas aqui, certo. Então você vê, ele sabe onde está." Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as regiões com mais registros de roubo e furto de alianças são Santo Amaro, com 43 casos, seguido por Capão Redondo e Centro, com 42 ocorrências cada. Já Moema e Itaim Bibi, bairros de alto padrão da Zona Sul, somam 32 casos no período.