Macron afirma que pediu retomada de negociações em conversa com iranianos e Trump

O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu nesta terça-feira (14) a retomada das negociações entre os Estados Unidos e o Irã e instou a necessidade cessação de qualquer escalada do conflito. Macron disse que conversou nessa segunda-feira (13) com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e com o presidente dos EUA, Donald Trump. 'Nessas circunstâncias, as negociações devem poder ser retomadas rapidamente, com o apoio das principais partes interessadas', escreveu ele nas redes sociais. Ele acrescentou que o Estreito de Ormuz deve ser reaberto incondicionalmente o mais rápido possível. 'É essencial, em particular, que o cessar-fogo seja rigorosamente respeitado por todos, e que ele inclua o Líbano. É igualmente importante que o Estreito de Ormuz seja reaberto, de forma incondicional, sem controles nem pedágios, nos mais breves prazos'. Além disso, a França e o Reino Unido irão sediar em Paris na sexta-feira (17) uma conferência de países que buscam restaurar a liberação da navegação do Estreito de Ormuz quando as condições de segurança permitirem. Novas negociações entre EUA e Irã devem ocorrer na quinta-feira (16), diz agência Ataques contra instalações energéticas do Irã em Isfahan. Reprodução Uma segunda rodada de negociações entre as delegações iraniana e americana, e novas reuniões, após as realizadas no último fim de semana em Islamabad, podem ocorrer já nesta quinta-feira, possivelmente em Islamabad, no Paquistão, novamente, embora Genebra, na Suíça, não tenha sido descartada como possível local. A informação foi divulgada pela agência de notícias Associated Press. O objetivo seria chegar a um acordo para encerrar o conflito antes do término do cessar-fogo em 21 de abril. O jornal paquistanês The Express Tribune relata que negociadores iranianos e americanos podem se reunir novamente em Islamabad 'nesta semana' e que o primeiro-ministro Shehbaz Sharif continua trabalhando com o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar, e o marechal de campo Asim Munir. No entanto, o jornal observa que Sharif pode estar na Arábia Saudita em 16 de abril, na quinta-feira. Diplomatas paquistaneses confirmaram à agência de notícias DPA que Islamabad espera sediar novas negociações o mais breve possível e especificaram que China, Egito, Arábia Saudita e Turquia estão em contato com Teerã e Washington. Os quatro países, disseram, propuseram a realização de uma nova rodada de negociações esta semana na capital paquistanesa. As fontes enfatizaram a 'amizade' entre a China e o Irã e afirmaram que Pequim aconselhou Teerã a aceitar novas negociações. Não está claro, no entanto, quem estará presente desta vez. Enquanto isso, o líder chinês Xi Jinping apresentou uma proposta de quatro pontos para promover a paz e a estabilidade no Oriente Médio. Isso, conforme relatado pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua, ocorreu no dia de seu encontro em Pequim com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca. BRENDAN SMIALOWSKI / AFP

Macron afirma que pediu retomada de negociações em conversa com iranianos e Trump

O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu nesta terça-feira (14) a retomada das negociações entre os Estados Unidos e o Irã e instou a necessidade cessação de qualquer escalada do conflito. Macron disse que conversou nessa segunda-feira (13) com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e com o presidente dos EUA, Donald Trump. 'Nessas circunstâncias, as negociações devem poder ser retomadas rapidamente, com o apoio das principais partes interessadas', escreveu ele nas redes sociais. Ele acrescentou que o Estreito de Ormuz deve ser reaberto incondicionalmente o mais rápido possível. 'É essencial, em particular, que o cessar-fogo seja rigorosamente respeitado por todos, e que ele inclua o Líbano. É igualmente importante que o Estreito de Ormuz seja reaberto, de forma incondicional, sem controles nem pedágios, nos mais breves prazos'. Além disso, a França e o Reino Unido irão sediar em Paris na sexta-feira (17) uma conferência de países que buscam restaurar a liberação da navegação do Estreito de Ormuz quando as condições de segurança permitirem. Novas negociações entre EUA e Irã devem ocorrer na quinta-feira (16), diz agência Ataques contra instalações energéticas do Irã em Isfahan. Reprodução Uma segunda rodada de negociações entre as delegações iraniana e americana, e novas reuniões, após as realizadas no último fim de semana em Islamabad, podem ocorrer já nesta quinta-feira, possivelmente em Islamabad, no Paquistão, novamente, embora Genebra, na Suíça, não tenha sido descartada como possível local. A informação foi divulgada pela agência de notícias Associated Press. O objetivo seria chegar a um acordo para encerrar o conflito antes do término do cessar-fogo em 21 de abril. O jornal paquistanês The Express Tribune relata que negociadores iranianos e americanos podem se reunir novamente em Islamabad 'nesta semana' e que o primeiro-ministro Shehbaz Sharif continua trabalhando com o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar, e o marechal de campo Asim Munir. No entanto, o jornal observa que Sharif pode estar na Arábia Saudita em 16 de abril, na quinta-feira. Diplomatas paquistaneses confirmaram à agência de notícias DPA que Islamabad espera sediar novas negociações o mais breve possível e especificaram que China, Egito, Arábia Saudita e Turquia estão em contato com Teerã e Washington. Os quatro países, disseram, propuseram a realização de uma nova rodada de negociações esta semana na capital paquistanesa. As fontes enfatizaram a 'amizade' entre a China e o Irã e afirmaram que Pequim aconselhou Teerã a aceitar novas negociações. Não está claro, no entanto, quem estará presente desta vez. Enquanto isso, o líder chinês Xi Jinping apresentou uma proposta de quatro pontos para promover a paz e a estabilidade no Oriente Médio. Isso, conforme relatado pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua, ocorreu no dia de seu encontro em Pequim com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca. BRENDAN SMIALOWSKI / AFP