Lula diz que vai conversar com Trump durante Assembleia da ONU e dirá para 'não se meter nas eleições'
Durante um comício em Ceilândia, no Distrito Federal, na noite dessa quarta-feira (16), o presidente e candidato à reeleição Lula (PT) revelou que terá uma conversa, na qual chamou de 'bate-papo' com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Segundo Lula, ele dirá para o presidente americano que 'não se meta nas eleições no Brasil'. 'No domingo (20), eu vou para a reunião da ONU para ter um bate-papo com o Trump e dizer: não se meta mas eleições do Brasil. O Brasil só tem um dono, que é o povo brasileiro', disse. Lula durante comício em Ceilândia, no Distrito Federal. Ricardo Stuckert A Assembleia da ONU começa no próximo dia 22, na terça-feira. Lula fará o discurso de abertura da convenção, como é tradicionalmente função do presidente brasileiro. Depois, o discurso será de Trump. O governo vinha monitorando eventuais movimentos do clã Bolsonaro junto a aliados do Departamento de Estado americano. No mesmo evento, o presidente Lula acusou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, em parceria com o irmão, Flávio, de tramar contra o país e disse que o Brasil não quer ser colônia de ninguém. 'Esse país não aceita vira-lata, que de dia mostra a bandeira nacional e de noite fica de quatro para os Estados Unidos', completou. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Divulgação/Casa Branca Em resposta a acusações dos Estados Unidos, o governo brasileiro negou que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional. A nota do Ministério da Justiça foi publicada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusar o Brasil de ter falhado no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho. Segundo o governo Trump, essas facções transformaram o país em um centro para o fluxo global de cocaína. O relatório enviado ao Congresso americano ainda afirma que o governo brasileiro precisa "urgentemente adotar medidas enérgicas para confrontar e derrotar" as organizações criminosas "antes que cresçam e se expandam". O governo brasileiro, no entanto, afirmou que o documento do Departamento de Estado ignora esforços como a Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, que prevê penas mais severas para líderes de facções e cria mecanismos que asfixiam suas operações. Também afirma que o combate ao crime organizado é uma prioridade e "vem sendo conduzido de forma permanente por meio de ações de inteligência, investigação, integração entre as forças de segurança e cooperação internacional e jurídica".

Durante um comício em Ceilândia, no Distrito Federal, na noite dessa quarta-feira (16), o presidente e candidato à reeleição Lula (PT) revelou que terá uma conversa, na qual chamou de 'bate-papo' com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Segundo Lula, ele dirá para o presidente americano que 'não se meta nas eleições no Brasil'. 'No domingo (20), eu vou para a reunião da ONU para ter um bate-papo com o Trump e dizer: não se meta mas eleições do Brasil. O Brasil só tem um dono, que é o povo brasileiro', disse. Lula durante comício em Ceilândia, no Distrito Federal. Ricardo Stuckert A Assembleia da ONU começa no próximo dia 22, na terça-feira. Lula fará o discurso de abertura da convenção, como é tradicionalmente função do presidente brasileiro. Depois, o discurso será de Trump. O governo vinha monitorando eventuais movimentos do clã Bolsonaro junto a aliados do Departamento de Estado americano. No mesmo evento, o presidente Lula acusou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, em parceria com o irmão, Flávio, de tramar contra o país e disse que o Brasil não quer ser colônia de ninguém. 'Esse país não aceita vira-lata, que de dia mostra a bandeira nacional e de noite fica de quatro para os Estados Unidos', completou. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Divulgação/Casa Branca Em resposta a acusações dos Estados Unidos, o governo brasileiro negou que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional. A nota do Ministério da Justiça foi publicada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusar o Brasil de ter falhado no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho. Segundo o governo Trump, essas facções transformaram o país em um centro para o fluxo global de cocaína. O relatório enviado ao Congresso americano ainda afirma que o governo brasileiro precisa "urgentemente adotar medidas enérgicas para confrontar e derrotar" as organizações criminosas "antes que cresçam e se expandam". O governo brasileiro, no entanto, afirmou que o documento do Departamento de Estado ignora esforços como a Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, que prevê penas mais severas para líderes de facções e cria mecanismos que asfixiam suas operações. Também afirma que o combate ao crime organizado é uma prioridade e "vem sendo conduzido de forma permanente por meio de ações de inteligência, investigação, integração entre as forças de segurança e cooperação internacional e jurídica".
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