Irã entrega lista oficial de exigências e reforça que não aceita negociações diretas com os EUA

O Irã entregou uma lista oficial de exigências para encerrar a guerra e reforçou que não aceita negociações diretas com os Estados Unidos. A delegação, liderada pelo chanceler Abbas Araghchi, passou o dia em Islamabad em reuniões com o primeiro-ministro do Paquistão e autoridades militares. E o recado é claro: Teerã diz que está aberto a negociar, mas ameaça retomar ações militares se não houver acordo. Entre os principais pontos estão garantias de segurança, fim das sanções, compensações pelos danos do conflito e a manutenção do programa nuclear iraniano, com o urânio permanecendo no país. O governo iraniano afirma que não aceitará as medidas impostas pelos Estados Unidos. E reforça que não haverá negociação direta com Washington. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, qualquer comunicação deve seguir por meio da mediação paquistanesa. O primeiro-ministro do Paquistão classificou as conversas como cordiais e disse que o país seguirá tentando intermediar um acordo. O chanceler iraniano também elogiou os esforços do governo paquistanês e disse que há cooperação para manter a estabilidade na região. Apesar da movimentação diplomática, os impasses continuam. Os Estados Unidos ainda não confirmaram se vão atender às principais exigências do Irã, como o desbloqueio de recursos e o alívio de sanções. Já Israel mantém ataques no sul do Líbano, mesmo com a extensão do cessar-fogo com o Hezbollah. Nas últimas horas, ao menos quatro pessoas morreram em bombardeios na cidade de Yahmor al-Shaqif. Há relatos de destruição de casas e edifícios em várias regiões da fronteira. O Exército israelense afirma ter matado combatentes do Hezbollah, enquanto o grupo lançou foguetes contra o norte de Israel.

Irã entrega lista oficial de exigências e reforça que não aceita negociações diretas com os EUA

O Irã entregou uma lista oficial de exigências para encerrar a guerra e reforçou que não aceita negociações diretas com os Estados Unidos. A delegação, liderada pelo chanceler Abbas Araghchi, passou o dia em Islamabad em reuniões com o primeiro-ministro do Paquistão e autoridades militares. E o recado é claro: Teerã diz que está aberto a negociar, mas ameaça retomar ações militares se não houver acordo. Entre os principais pontos estão garantias de segurança, fim das sanções, compensações pelos danos do conflito e a manutenção do programa nuclear iraniano, com o urânio permanecendo no país. O governo iraniano afirma que não aceitará as medidas impostas pelos Estados Unidos. E reforça que não haverá negociação direta com Washington. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, qualquer comunicação deve seguir por meio da mediação paquistanesa. O primeiro-ministro do Paquistão classificou as conversas como cordiais e disse que o país seguirá tentando intermediar um acordo. O chanceler iraniano também elogiou os esforços do governo paquistanês e disse que há cooperação para manter a estabilidade na região. Apesar da movimentação diplomática, os impasses continuam. Os Estados Unidos ainda não confirmaram se vão atender às principais exigências do Irã, como o desbloqueio de recursos e o alívio de sanções. Já Israel mantém ataques no sul do Líbano, mesmo com a extensão do cessar-fogo com o Hezbollah. Nas últimas horas, ao menos quatro pessoas morreram em bombardeios na cidade de Yahmor al-Shaqif. Há relatos de destruição de casas e edifícios em várias regiões da fronteira. O Exército israelense afirma ter matado combatentes do Hezbollah, enquanto o grupo lançou foguetes contra o norte de Israel.