Guerra não mudou capacidade de produção de arma nuclear pelo Irã, afirma inteligência dos EUA

De acordo com avaliações da inteligência americana, o tempo necessário para o Irã construir uma arma nuclear não mudou desde os ataques a instalações nucleares em 2025, quando analistas estimaram que um ataque conjunto EUA-Israel estenderia esse prazo em até um ano. A agência de notícias Reuters reporta a situação, citando três fontes familiarizadas com o assunto. As avaliações do programa nuclear de Teerã permanecem essencialmente inalteradas mesmo após dois meses de guerra, iniciada pelo presidente americano Donald Trump em parte para impedir que o Irã desenvolva uma bomba nuclear. Os últimos ataques americanos e israelenses, que começaram em 28 de fevereiro, focaram em alvos militares convencionais, mas Israel também atingiu diversas instalações nucleares importantes. O cronograma inalterado, diz a Reuters, sugere que para prejudicar significativamente o programa nuclear iraniano seria necessária a destruição ou remoção do estoque remanescente de urânio altamente enriquecido do Irã. Trump afirma que guerra no Irã pode durar mais duas ou três semanas, mas diz que tempo não é importante O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em pronunciamento após ataque durante jantar na Casa Branca MANDEL NGAN / AFP Durante uma entrevista ao jornalista Hugh Hewitt, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um possível novo prazo para o final da guerra no Irã. Apesar de dizer que o 'tempo não é essencial para nós' e que não está agindo sob essa pressão, o republicano defendeu que o conflito pode continuar por 'provavelmente mais duas semanas' ou 'talvez três semanas'. 'Ou fazemos o acordo certo ou vencemos com muita facilidade. Do ponto de vista militar, já vencemos. Vocês já me ouviram dizer isso um milhão de vezes, e outras pessoas também. Eles tinham 159 navios. Agora não têm nenhum. Estão todos no fundo do mar', disse Trump. O presidente não chegou a confirmar se o Irã violou o cessar-fogo, dizendo 'veremos o que acontece' e, em vez disso, exaltando as capacidades militares dos EUA. O presidente afirmou que os EUA têm 'controle' sobre o Estreito de Ormuz em meio ao lançamento da operação 'Projeto Liberdade'. 'Eles disseram que iriam tomar o Estreito de Ormuz, e nós pensamos que talvez tivessem conseguido. Nós o tomamos deles', disse o presidente americano sobre o Irã. Sobre as preocupações com a alta dos preços do petróleo, Trump disse acreditar que os preços poderiam subir ainda mais, alegando que o 'gênio' por trás disso era o fato de navios estarem agora se dirigindo aos EUA em busca de petróleo. Questionado sobre o futuro do estoque de urânio enriquecido do Irã, Trump minimizou a importância. 'Do ponto de vista do valor, não é muito valioso. Provavelmente não pode ser usado. Eles podem não conseguir obtê-lo. Eu gostaria de recuperá-lo para que eles não sejam tentados", disse Trump sobre o urânio enriquecido', completou. Novo mapa do Estreito de Ormuz, segundo divulgado pela Marinha iraniana. Reprodução

Guerra não mudou capacidade de produção de arma nuclear pelo Irã, afirma inteligência dos EUA

De acordo com avaliações da inteligência americana, o tempo necessário para o Irã construir uma arma nuclear não mudou desde os ataques a instalações nucleares em 2025, quando analistas estimaram que um ataque conjunto EUA-Israel estenderia esse prazo em até um ano. A agência de notícias Reuters reporta a situação, citando três fontes familiarizadas com o assunto. As avaliações do programa nuclear de Teerã permanecem essencialmente inalteradas mesmo após dois meses de guerra, iniciada pelo presidente americano Donald Trump em parte para impedir que o Irã desenvolva uma bomba nuclear. Os últimos ataques americanos e israelenses, que começaram em 28 de fevereiro, focaram em alvos militares convencionais, mas Israel também atingiu diversas instalações nucleares importantes. O cronograma inalterado, diz a Reuters, sugere que para prejudicar significativamente o programa nuclear iraniano seria necessária a destruição ou remoção do estoque remanescente de urânio altamente enriquecido do Irã. Trump afirma que guerra no Irã pode durar mais duas ou três semanas, mas diz que tempo não é importante O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em pronunciamento após ataque durante jantar na Casa Branca MANDEL NGAN / AFP Durante uma entrevista ao jornalista Hugh Hewitt, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um possível novo prazo para o final da guerra no Irã. Apesar de dizer que o 'tempo não é essencial para nós' e que não está agindo sob essa pressão, o republicano defendeu que o conflito pode continuar por 'provavelmente mais duas semanas' ou 'talvez três semanas'. 'Ou fazemos o acordo certo ou vencemos com muita facilidade. Do ponto de vista militar, já vencemos. Vocês já me ouviram dizer isso um milhão de vezes, e outras pessoas também. Eles tinham 159 navios. Agora não têm nenhum. Estão todos no fundo do mar', disse Trump. O presidente não chegou a confirmar se o Irã violou o cessar-fogo, dizendo 'veremos o que acontece' e, em vez disso, exaltando as capacidades militares dos EUA. O presidente afirmou que os EUA têm 'controle' sobre o Estreito de Ormuz em meio ao lançamento da operação 'Projeto Liberdade'. 'Eles disseram que iriam tomar o Estreito de Ormuz, e nós pensamos que talvez tivessem conseguido. Nós o tomamos deles', disse o presidente americano sobre o Irã. Sobre as preocupações com a alta dos preços do petróleo, Trump disse acreditar que os preços poderiam subir ainda mais, alegando que o 'gênio' por trás disso era o fato de navios estarem agora se dirigindo aos EUA em busca de petróleo. Questionado sobre o futuro do estoque de urânio enriquecido do Irã, Trump minimizou a importância. 'Do ponto de vista do valor, não é muito valioso. Provavelmente não pode ser usado. Eles podem não conseguir obtê-lo. Eu gostaria de recuperá-lo para que eles não sejam tentados", disse Trump sobre o urânio enriquecido', completou. Novo mapa do Estreito de Ormuz, segundo divulgado pela Marinha iraniana. Reprodução