Em sabatina, Caiado defende anistia a presos do 8/1 para 'pacificar o país' e cobra STF sobre investigações

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, defendeu a anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em sabatina na Tv Globo, nesta terça-feira, ele afirmou que, se eleito, vai encaminhar ao Congresso um projeto sobre o tema no primeiro dia de governo, com o objetivo de pacificar o país. Caiado comparou a medida às decisões que anularam as condenações do presidente Lula, mas foi corrigido pelos apresentadores, que destacaram que o STF não concedeu anistia ao petista. No campo da segurança pública, Caiado propôs a criação de uma polícia transnacional formada pelo Brasil e outros dez países da América do Sul para combater o tráfico de drogas, armas e a lavagem de dinheiro. O candidato citou a Europol como referência para o compartilhamento de informações. Ao ser questionado sobre o modelo europeu, que não realiza prisões e nem faz investigação, o candidato defendeu que a estrutura sul-americana teria também poder para realizar estas ações. “Com toda uma central de inteligência e com toda a tecnologia acoplada. E por que esse modelo que você perguntou como ele seria? Não estou inventando a roda. Simplesmente é exatamente aquilo que se tem na Europa. Existe a Europol e lá eles têm essa mesma facilidade de interagir em informações. A Europol não tem poder de fazer prisões. Ela tem toda ação e liberdade para fazer prisões. Lógico que tem. Ela faz a prisão e entrega para a autoridade local. Ela troca informações com os países da Europa.” Na economia, o candidato prometeu limitar o crescimento das despesas federais à inflação mais 50% do crescimento do PIB e enviar uma PEC ao Congresso no primeiro dia de seu eventual governo. Caiado também afirmou que não pretende mexer no salário mínimo nem nos pisos constitucionais de saúde e educação. Apesar das cobranças durante a entrevista, não apresentou dados concretos sobre os cortes necessários, nem sobre o plano para uma nova reforma tributária. Ao ser questionado sobre o envelhecimento da população e a sustentabilidade da Previdência, Caiado evitou detalhar a proposta e confrontou os jornalistas. “Nós não estamos aqui em uma mesa examinadora, estamos tratando de propósito, não é uma mesa examinadora, uma mesa examinadora de um detalhe da economia, lógico que é, eu buscarei as melhores cabeças, tá certo? No Brasil, tá certo que eu vou buscar um Paulo Tafner. Agora, não é possível que você queira detalhes de um assunto que eu concordo com você. Primeiro, que eu entendo a área.” Em outro momento, justificou a falta de respostas específicas dizendo ter medo de pessoas que se dizem iluminadas. “Nós temos que ter sempre humildade de não querer ser aquele que é o iluminado. Eu tenho medo de iluminado. Iluminado é a pessoa que não resolve. Em primeiro lugar, o iluminado é tomado pela vaidade. Eu todo dia cedo, eu faço minha oração, peço a Deus para me guiar e piso na vaidade. Todo dia cedo eu piso na vaidade.” Nas considerações finais, Caiado fez um apelo ao Supremo Tribunal Federal para que sejam divulgados detalhes de investigações sobre o caso do INSS, o Banco Master e a operação Carbono Oculto. O candidato também mencionou supostos envolvimentos do presidente Lula e de Flávio nas investigações e afirmou que a divulgação dessas informações poderia contribuir para a pacificação do país.

Em sabatina, Caiado defende anistia a presos do 8/1 para 'pacificar o país' e cobra STF sobre investigações

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, defendeu a anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em sabatina na Tv Globo, nesta terça-feira, ele afirmou que, se eleito, vai encaminhar ao Congresso um projeto sobre o tema no primeiro dia de governo, com o objetivo de pacificar o país. Caiado comparou a medida às decisões que anularam as condenações do presidente Lula, mas foi corrigido pelos apresentadores, que destacaram que o STF não concedeu anistia ao petista. No campo da segurança pública, Caiado propôs a criação de uma polícia transnacional formada pelo Brasil e outros dez países da América do Sul para combater o tráfico de drogas, armas e a lavagem de dinheiro. O candidato citou a Europol como referência para o compartilhamento de informações. Ao ser questionado sobre o modelo europeu, que não realiza prisões e nem faz investigação, o candidato defendeu que a estrutura sul-americana teria também poder para realizar estas ações. “Com toda uma central de inteligência e com toda a tecnologia acoplada. E por que esse modelo que você perguntou como ele seria? Não estou inventando a roda. Simplesmente é exatamente aquilo que se tem na Europa. Existe a Europol e lá eles têm essa mesma facilidade de interagir em informações. A Europol não tem poder de fazer prisões. Ela tem toda ação e liberdade para fazer prisões. Lógico que tem. Ela faz a prisão e entrega para a autoridade local. Ela troca informações com os países da Europa.” Na economia, o candidato prometeu limitar o crescimento das despesas federais à inflação mais 50% do crescimento do PIB e enviar uma PEC ao Congresso no primeiro dia de seu eventual governo. Caiado também afirmou que não pretende mexer no salário mínimo nem nos pisos constitucionais de saúde e educação. Apesar das cobranças durante a entrevista, não apresentou dados concretos sobre os cortes necessários, nem sobre o plano para uma nova reforma tributária. Ao ser questionado sobre o envelhecimento da população e a sustentabilidade da Previdência, Caiado evitou detalhar a proposta e confrontou os jornalistas. “Nós não estamos aqui em uma mesa examinadora, estamos tratando de propósito, não é uma mesa examinadora, uma mesa examinadora de um detalhe da economia, lógico que é, eu buscarei as melhores cabeças, tá certo? No Brasil, tá certo que eu vou buscar um Paulo Tafner. Agora, não é possível que você queira detalhes de um assunto que eu concordo com você. Primeiro, que eu entendo a área.” Em outro momento, justificou a falta de respostas específicas dizendo ter medo de pessoas que se dizem iluminadas. “Nós temos que ter sempre humildade de não querer ser aquele que é o iluminado. Eu tenho medo de iluminado. Iluminado é a pessoa que não resolve. Em primeiro lugar, o iluminado é tomado pela vaidade. Eu todo dia cedo, eu faço minha oração, peço a Deus para me guiar e piso na vaidade. Todo dia cedo eu piso na vaidade.” Nas considerações finais, Caiado fez um apelo ao Supremo Tribunal Federal para que sejam divulgados detalhes de investigações sobre o caso do INSS, o Banco Master e a operação Carbono Oculto. O candidato também mencionou supostos envolvimentos do presidente Lula e de Flávio nas investigações e afirmou que a divulgação dessas informações poderia contribuir para a pacificação do país.