Desembargadora afirma que situação de juízes é de escravidão e que no futuro não poderão pagar contas

Uma declaração da desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça aqui do Pará, gerou repercussão após decisão do Supremo Tribunal Federal que restringiu o pagamento de verbas indenizatórias acima do teto constitucional. Durante sessão da terceira turma do direito penal, no último dia 9 de abril, a magistrada afirmou que a situação financeira da categoria é 'muito triste' e disse que no futuro os juízes podem não ter como pagar as contas. Em tom crítico, declarou ainda que a magistratura pode chegar a um regime de escravidão. Ela também afirmou que os juízes vêm sendo tratados como vilões e que a categoria estaria no fundo do alçapão. 'Dizer que o juiz não trabalha e que persegue verbas e mais verbas e mais verbas como privilégios, como penduricalhos, uma expressão tão chula e tão vagabunda que jogaram em cima da magistratura que hoje a gente vive uma tensão enorme porque não se vai ter daqui a algum tempo como pagar nossas contas. Colegas estão deixando de frequentar gabinete de médicos porque não vão poder pagar consulta, outros estão deixando de tomar remédios, entendeu? Então a situação que a magistratura vive hoje é essa'. 'Nós não temos direito mais a auxílio alimentação, nós não temos direito a receber uma gratificação por direção de fórum, vou ser cortada, já cortaram. Enfim, daqui a pouco a gente vai estar no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão'. Segundo o Portal da Transparência, a desembargadora recebeu mais de R$ 117 mil brutos em março de 2026.

Desembargadora afirma que situação de juízes é de escravidão e que no futuro não poderão pagar contas

Uma declaração da desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça aqui do Pará, gerou repercussão após decisão do Supremo Tribunal Federal que restringiu o pagamento de verbas indenizatórias acima do teto constitucional. Durante sessão da terceira turma do direito penal, no último dia 9 de abril, a magistrada afirmou que a situação financeira da categoria é 'muito triste' e disse que no futuro os juízes podem não ter como pagar as contas. Em tom crítico, declarou ainda que a magistratura pode chegar a um regime de escravidão. Ela também afirmou que os juízes vêm sendo tratados como vilões e que a categoria estaria no fundo do alçapão. 'Dizer que o juiz não trabalha e que persegue verbas e mais verbas e mais verbas como privilégios, como penduricalhos, uma expressão tão chula e tão vagabunda que jogaram em cima da magistratura que hoje a gente vive uma tensão enorme porque não se vai ter daqui a algum tempo como pagar nossas contas. Colegas estão deixando de frequentar gabinete de médicos porque não vão poder pagar consulta, outros estão deixando de tomar remédios, entendeu? Então a situação que a magistratura vive hoje é essa'. 'Nós não temos direito mais a auxílio alimentação, nós não temos direito a receber uma gratificação por direção de fórum, vou ser cortada, já cortaram. Enfim, daqui a pouco a gente vai estar no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão'. Segundo o Portal da Transparência, a desembargadora recebeu mais de R$ 117 mil brutos em março de 2026.