Comandante da Guarda iraniana tenta limitar poder de negociadores com os EUA, diz site

Altos funcionários do governo iraniano estão em desacordo e com brigas internas sobre a composição e a autoridade da delegação que negociará com os Estados Unidos em Islamabad, no Paquistão. As informações são do site Iran International. O comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, Ahmad Vahidi, busca limitar a autoridade de Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento, e do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, nas negociações. Vahidi também pressionou pela inclusão de Mohammad Bagher Zolghadr, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, na equipe de negociação. A medida foi contestada pelos membros atuais, que o consideram inexperiente demais para negociações estratégicas. Ao mesmo tempo, Vahidi e o comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolcuionária enfatizaram que a delegação deve evitar qualquer negociação sobre o programa de mísseis do Irã. Negociações entre EUA e Irã acontecerão nesta sexta (10) ou sábado (11)? Entenda divergências Ataque israelense no Líbano na cidade de al-Taybeh. AFP As negociações entre Estados Unidos e o Irã estavam marcadas para começar nesta sexta-feira (10) no Paquistão, para negociar o fim da guerra. Entretanto, diversas divergências geram dúvidas se elas iniciarão neste sábado (11) ou podem até mesmo ser adiadas. Nessa quinta-feira à noite (9), a delegação iraniana, chefiada pelo presidente do Parlamento, embarcou para Islamabad, segundo a mídia americana. O Irã, por outro lado, nega. Segundo uma autoridade informou para a agência de notícias estatal Tasnim, a notícia é 'completamente falsa'. A mesma fonte, que preferiu não se identificar, enfatizou que 'enquanto os Estados Unidos não cumprirem seus compromissos com relação ao cessar-fogo no Líbano e o regime sionista continuar seus ataques, as negociações serão suspensas'. A mesma posição já tinha sido expressa nessa quinta-feira (9) pelo regime de Teerã. Por outro lado, a chegada da comitiva americana, liderada pelo vice-presidente JD Vance, no entanto, está prevista para sábado (11). O governo paquistanês declarou feriado nesta sexta (10) e sábado (11) na capital para facilitar o deslocamento das comitivas, sob um forte protocolo de segurança. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, segundo a agência de notícias estatal Tasnim, disse que o Irã não participará de negociações no Paquistão nesta sexta-feira (10) a menos que o cessar-fogo seja respeitado 'em todas as frentes'. Ele afirmou que o governo paquistanês 'convidou ambas as partes a viajarem para Islamabad para realizar essas negociações, que estão atualmente em fase de revisão e planejamento'. Em coletiva, Trump diz que Irã 'pode ser todo eliminado' na noite desta terça (7) Reprodução / Redes Sociais 'No entanto, a realização dessas negociações está, sem dúvida, condicionada à obtenção de garantias de que os Estados Unidos honrarão suas obrigações de cessar-fogo em todas as frentes'. Também acrescentou que, caso os EUA sejam contra o cessar-fogo no Líbano, estariam cometendo 'uma violação dos compromissos' firmados anteriormente. O objetivo central do encontro é transformar o atual cessar-fogo temporário de duas semanas em um acordo de paz permanente. Mas apesar do agendamento do encontro, o governo iraniano ainda condiciona a participação efetiva nas conversas ao estabelecimento de um cessar-fogo também no Líbano. Sob pressão do presidente Donald Trump, o governo de Israel anunciou que vai negociar um acordo de paz diretamente com o governo libanês, mas sem interromper a ofensiva. Segundo a agência francesa AFP, o encontro entre representantes dos dois países está previsto para a semana que vem, em Washington. A informação foi confirmada pela agência de notícias Reuters, citando um alto funcionário libanês. Fumaça após ataque contra o Irã na guerra do Oriente Médio. AFP

Comandante da Guarda iraniana tenta limitar poder de negociadores com os EUA, diz site

Altos funcionários do governo iraniano estão em desacordo e com brigas internas sobre a composição e a autoridade da delegação que negociará com os Estados Unidos em Islamabad, no Paquistão. As informações são do site Iran International. O comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, Ahmad Vahidi, busca limitar a autoridade de Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento, e do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, nas negociações. Vahidi também pressionou pela inclusão de Mohammad Bagher Zolghadr, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, na equipe de negociação. A medida foi contestada pelos membros atuais, que o consideram inexperiente demais para negociações estratégicas. Ao mesmo tempo, Vahidi e o comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolcuionária enfatizaram que a delegação deve evitar qualquer negociação sobre o programa de mísseis do Irã. Negociações entre EUA e Irã acontecerão nesta sexta (10) ou sábado (11)? Entenda divergências Ataque israelense no Líbano na cidade de al-Taybeh. AFP As negociações entre Estados Unidos e o Irã estavam marcadas para começar nesta sexta-feira (10) no Paquistão, para negociar o fim da guerra. Entretanto, diversas divergências geram dúvidas se elas iniciarão neste sábado (11) ou podem até mesmo ser adiadas. Nessa quinta-feira à noite (9), a delegação iraniana, chefiada pelo presidente do Parlamento, embarcou para Islamabad, segundo a mídia americana. O Irã, por outro lado, nega. Segundo uma autoridade informou para a agência de notícias estatal Tasnim, a notícia é 'completamente falsa'. A mesma fonte, que preferiu não se identificar, enfatizou que 'enquanto os Estados Unidos não cumprirem seus compromissos com relação ao cessar-fogo no Líbano e o regime sionista continuar seus ataques, as negociações serão suspensas'. A mesma posição já tinha sido expressa nessa quinta-feira (9) pelo regime de Teerã. Por outro lado, a chegada da comitiva americana, liderada pelo vice-presidente JD Vance, no entanto, está prevista para sábado (11). O governo paquistanês declarou feriado nesta sexta (10) e sábado (11) na capital para facilitar o deslocamento das comitivas, sob um forte protocolo de segurança. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, segundo a agência de notícias estatal Tasnim, disse que o Irã não participará de negociações no Paquistão nesta sexta-feira (10) a menos que o cessar-fogo seja respeitado 'em todas as frentes'. Ele afirmou que o governo paquistanês 'convidou ambas as partes a viajarem para Islamabad para realizar essas negociações, que estão atualmente em fase de revisão e planejamento'. Em coletiva, Trump diz que Irã 'pode ser todo eliminado' na noite desta terça (7) Reprodução / Redes Sociais 'No entanto, a realização dessas negociações está, sem dúvida, condicionada à obtenção de garantias de que os Estados Unidos honrarão suas obrigações de cessar-fogo em todas as frentes'. Também acrescentou que, caso os EUA sejam contra o cessar-fogo no Líbano, estariam cometendo 'uma violação dos compromissos' firmados anteriormente. O objetivo central do encontro é transformar o atual cessar-fogo temporário de duas semanas em um acordo de paz permanente. Mas apesar do agendamento do encontro, o governo iraniano ainda condiciona a participação efetiva nas conversas ao estabelecimento de um cessar-fogo também no Líbano. Sob pressão do presidente Donald Trump, o governo de Israel anunciou que vai negociar um acordo de paz diretamente com o governo libanês, mas sem interromper a ofensiva. Segundo a agência francesa AFP, o encontro entre representantes dos dois países está previsto para a semana que vem, em Washington. A informação foi confirmada pela agência de notícias Reuters, citando um alto funcionário libanês. Fumaça após ataque contra o Irã na guerra do Oriente Médio. AFP