Relatório usado por Moraes contra Mendonça não tem caráter decisório nem valor probatório

O ministro Alexandre de Moraes usou um relatório interno de inteligência da Polícia Federal para pedir a investigação de André Mendonça por suposto abuso de autoridade e interferência indevida em investigações. O documento, porém, afirma não ter caráter decisório nem valor probatório. Além disso, não tem cabeçalho oficial da PF, não traz a assinatura de um delegado responsável e reúne informações de fontes não identificadas. Lula reage à crise do Supremo provocada por revelação de novas mensagens de Vorcaro Moraes cita relatório da PF que diz que Mendonça atuava com critérios diferentes nos casos Lulinha e ACM Neto Os próprios responsáveis pelo documento classificaram parte dos relatos como de "baixa a moderada" confiabilidade pela ausência de documentação que comprovasse as informações. Entre as acusações, está a de que André Mendonça teria tentado interferir em acordos de delação premiada relacionados à investigação de fraudes no INSS. O relatório também registra uma suposta desconfiança do ministro em relação ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Moraes encaminha a Fachin pedido de investigação contra André Mendonça André Mendonça, ministro do STF Fellipe Sampaio/STF O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta quinta-feira (3) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, pedido de investigação contra o ministro André Mendonça. Fachin se manifestou e deu prazo de cinco dias para esclarecimentos. Na petição, Moraes acusou o ministro André Mendonça de crimes de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. A reação ocorre depois que Mendonça levantou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revela uma troca de mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Na decisão, Moraes afirma que André Mendonça teria praticado uma série de condutas para favorecer determinados grupos políticos após a retirada do sigilo do relatório da Polícia Federal. O ministro acusa Mendonça, dentro do inquérito das fake news, de usurpação das investigações de autoridades policiais. O inquérito é sigiloso, mas a decisão foi divulgada. Moraes afirma ainda que Mendonça teria favorecido determinados grupos políticos e acusa o ministro de condução irregular das tratativas de eventual colaboração premiada de Daniel Vorcaro. Segundo Moraes, teria havido direcionamento de determinados alvos para investigação por motivos pessoais e políticos, inclusive com indicação prévia de medidas a serem apresentadas à Polícia Federal. A crise no Supremo Tribunal Federal começou após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que aponta uma suposta ligação de Moraes com Daniel Vorcaro.

Relatório usado por Moraes contra Mendonça não tem caráter decisório nem valor probatório

O ministro Alexandre de Moraes usou um relatório interno de inteligência da Polícia Federal para pedir a investigação de André Mendonça por suposto abuso de autoridade e interferência indevida em investigações. O documento, porém, afirma não ter caráter decisório nem valor probatório. Além disso, não tem cabeçalho oficial da PF, não traz a assinatura de um delegado responsável e reúne informações de fontes não identificadas. Lula reage à crise do Supremo provocada por revelação de novas mensagens de Vorcaro Moraes cita relatório da PF que diz que Mendonça atuava com critérios diferentes nos casos Lulinha e ACM Neto Os próprios responsáveis pelo documento classificaram parte dos relatos como de "baixa a moderada" confiabilidade pela ausência de documentação que comprovasse as informações. Entre as acusações, está a de que André Mendonça teria tentado interferir em acordos de delação premiada relacionados à investigação de fraudes no INSS. O relatório também registra uma suposta desconfiança do ministro em relação ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Moraes encaminha a Fachin pedido de investigação contra André Mendonça André Mendonça, ministro do STF Fellipe Sampaio/STF O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nesta quinta-feira (3) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, pedido de investigação contra o ministro André Mendonça. Fachin se manifestou e deu prazo de cinco dias para esclarecimentos. Na petição, Moraes acusou o ministro André Mendonça de crimes de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. A reação ocorre depois que Mendonça levantou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que revela uma troca de mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Na decisão, Moraes afirma que André Mendonça teria praticado uma série de condutas para favorecer determinados grupos políticos após a retirada do sigilo do relatório da Polícia Federal. O ministro acusa Mendonça, dentro do inquérito das fake news, de usurpação das investigações de autoridades policiais. O inquérito é sigiloso, mas a decisão foi divulgada. Moraes afirma ainda que Mendonça teria favorecido determinados grupos políticos e acusa o ministro de condução irregular das tratativas de eventual colaboração premiada de Daniel Vorcaro. Segundo Moraes, teria havido direcionamento de determinados alvos para investigação por motivos pessoais e políticos, inclusive com indicação prévia de medidas a serem apresentadas à Polícia Federal. A crise no Supremo Tribunal Federal começou após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que aponta uma suposta ligação de Moraes com Daniel Vorcaro.