PGR vai investigar conduta da PF na produção de relatório que expôs mensagens entre Moraes e Vorcaro

A Procuradoria-Geral da República vai investigar a conduta da Polícia Federal na produção do relatório que expôs mensagens do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro. No ofício encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, o procurador-geral Paulo Gonet aponta que a ordem dada pelo ministro André Mendonça para aprofundar mensagens do dono do Master foi ocultada do Ministério Público. No despacho, o procurador notificou formalmente a Polícia Federal para esclarecer se houve ordens externas que macularam o teor do documento de duzentas e dezoito páginas. O chefe da PGR sustentou a Edson Fachin que qualquer ato investigativo que atinja ministros da Corte depende de autorização prévia do plenário, reforçando a tese de nulidade dos atos determinados de ofício pelo ministro André Mendonça. O relatório expõe mensagens em que o próprio procurador-geral é citado em tratativas de aproximação com Daniel Vorcaro, incluindo menções a um evento em Londres financiado pelo banqueiro. Diante das revelações, o Conselho Superior do Ministério Público Federal instaurou um procedimento para apurar a conduta funcional de Paulo Gonet a pedido do Partido Novo. Em meio à crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal, o presidente da Corte, Edson Fachin, prometeu dar uma resposta firme e proporcional, durante um evento no Palácio do Planalto. Edson Fachin decidiu que o pedido de Alexandre de Moraes para investigar André Mendonça vai tramitar em uma investigação separada, sob a relatoria da própria presidência da Corte. Com a medida, o presidente do STF assumiu a condução direta das duas frentes de conflito no tribunal: a apuração sobre a conduta de Mendonça e o procedimento sobre as mensagens de Daniel Vorcaro a autoridades. Edson Fachin apontou a crise como justificativa para acelerar três metas de sua gestão: a criação de um código de ética; a modernização do Judiciário e o encerramento do inquérito das fake news, aberto em 2019 sob relatoria de Moraes. Reação dos candidatos à presidência No mesmo evento no Palácio do Planalto, o presidente Lula voltou a criticar os vazamentos e a cobrar respostas firmes à crise no STF. Os outros candidatos à Presidência também comentaram a crise no STF. Durante compromisso de campanha em São Paulo, Romeu Zema, do Novo, criticou a reação do presidente Lula. Também em São Paulo, o candidato Flávio Bolsonaro, do PL, acusou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de proteger o ministro Alexandre de Moraes. Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema concorrem à Presidência da República Ton Molina e Eliane Neves/Fotoarena/Agência O Globo; Marina Uezima/Brazil Photo Press/Agencia O Globo; Peter Leone/Ofotografico/Agencia O Globo; e Leco Viana/Thenews2/Agência O Globo Em campanha em Pernambuco, o candidato Renan Santos, do Missão, criticou o inquérito das fake News, utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes para investigar o colega. Ronaldo Caiado fez campanha em São Paulo e defendeu a retirada do sigilo de todas as investigações sobre o caso Master no STF. O candidato do PSD disse que o vice da chapa, Gilberto Kassab, segue na corrida eleitoral mesmo diante das denúncias de que recebeu propina de Daniel Vorcaro em 2022. O candidato Augusto Cury, do Avante, também defendeu mudanças no Judiciário

PGR vai investigar conduta da PF na produção de relatório que expôs mensagens entre Moraes e Vorcaro

A Procuradoria-Geral da República vai investigar a conduta da Polícia Federal na produção do relatório que expôs mensagens do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro. No ofício encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, o procurador-geral Paulo Gonet aponta que a ordem dada pelo ministro André Mendonça para aprofundar mensagens do dono do Master foi ocultada do Ministério Público. No despacho, o procurador notificou formalmente a Polícia Federal para esclarecer se houve ordens externas que macularam o teor do documento de duzentas e dezoito páginas. O chefe da PGR sustentou a Edson Fachin que qualquer ato investigativo que atinja ministros da Corte depende de autorização prévia do plenário, reforçando a tese de nulidade dos atos determinados de ofício pelo ministro André Mendonça. O relatório expõe mensagens em que o próprio procurador-geral é citado em tratativas de aproximação com Daniel Vorcaro, incluindo menções a um evento em Londres financiado pelo banqueiro. Diante das revelações, o Conselho Superior do Ministério Público Federal instaurou um procedimento para apurar a conduta funcional de Paulo Gonet a pedido do Partido Novo. Em meio à crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal, o presidente da Corte, Edson Fachin, prometeu dar uma resposta firme e proporcional, durante um evento no Palácio do Planalto. Edson Fachin decidiu que o pedido de Alexandre de Moraes para investigar André Mendonça vai tramitar em uma investigação separada, sob a relatoria da própria presidência da Corte. Com a medida, o presidente do STF assumiu a condução direta das duas frentes de conflito no tribunal: a apuração sobre a conduta de Mendonça e o procedimento sobre as mensagens de Daniel Vorcaro a autoridades. Edson Fachin apontou a crise como justificativa para acelerar três metas de sua gestão: a criação de um código de ética; a modernização do Judiciário e o encerramento do inquérito das fake news, aberto em 2019 sob relatoria de Moraes. Reação dos candidatos à presidência No mesmo evento no Palácio do Planalto, o presidente Lula voltou a criticar os vazamentos e a cobrar respostas firmes à crise no STF. Os outros candidatos à Presidência também comentaram a crise no STF. Durante compromisso de campanha em São Paulo, Romeu Zema, do Novo, criticou a reação do presidente Lula. Também em São Paulo, o candidato Flávio Bolsonaro, do PL, acusou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de proteger o ministro Alexandre de Moraes. Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema concorrem à Presidência da República Ton Molina e Eliane Neves/Fotoarena/Agência O Globo; Marina Uezima/Brazil Photo Press/Agencia O Globo; Peter Leone/Ofotografico/Agencia O Globo; e Leco Viana/Thenews2/Agência O Globo Em campanha em Pernambuco, o candidato Renan Santos, do Missão, criticou o inquérito das fake News, utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes para investigar o colega. Ronaldo Caiado fez campanha em São Paulo e defendeu a retirada do sigilo de todas as investigações sobre o caso Master no STF. O candidato do PSD disse que o vice da chapa, Gilberto Kassab, segue na corrida eleitoral mesmo diante das denúncias de que recebeu propina de Daniel Vorcaro em 2022. O candidato Augusto Cury, do Avante, também defendeu mudanças no Judiciário