Oruam, mãe e irmão são considerados foragidos em operação contra braço financeiro do Comando Vermelho

O rapper Oruam, a mãe dele, Márcia Nepomuceno, e o irmão, Lucas Nepomuceno, são considerados foragidos da Justiça e estão na mira de uma nova fase da Operação Contenção, deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Civil do Rio. Até o momento, um homem foi preso apontado como operador financeiro do Comando Vermelho, e outro foi conduzido, por estar na casa de Lucas durante diligências realizadas pela manhã. O operador financeiro, identificado como Carlos Alexandre Martins da Silva, seria responsável por movimentar dinheiro do tráfico de drogas e repassar para Márcia Nepomuceno. Com ele, os agentes apreenderam um carro e uma moto. A operação tem como foco desarticular o braço financeiro do Comando Vermelho. Além de Oruam e familiares, outros nomes apontados como integrantes da facção também aparecem nas investigações, entre eles Edgar Alves de Andrade, mais conhecido como Doca, um dos principais chefes do CV. As investigações encontraram conversas entre Carlos Costa Neves, o Gardenal, apontado como um dos chefes da facção, e um miliciano. A delegada Yasmine Vergetti, responsável pela ação, disse nessa troca de mensagens há evidências claras de que Marcinho VP segue no comando do grupo. “Dessas conversas, ficou muito claro que o Marcinho VP tem um papel central. Ele é o chefe dessa organização criminosa, atuando diretamente na hierarquia, expedindo ordens e também gerenciando o dinheiro que vem do tráfico e lavando esses recursos. Nas conversas, isso aparece de forma evidente, inclusive no diálogo entre um miliciano e um dos chefes do Comando Vermelho, onde fica bem exposto que o Marcinho VP é o ponto focal nas determinações e nas atuações da facção.” Marcinho VP cumpre pena em um presídio federal em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. De acordo com a Polícia Civil, a investigação, que dura cerca de um ano, identificou um sistema estruturado de lavagem de dinheiro do tráfico. Os valores eram repassados por chefes do grupo criminoso a operadores financeiros, que fragmentavam as quantias por meio de contas de terceiros, os chamados “laranjas”, dificultando o rastreamento. As apurações tiveram como base a análise de dados extraídos de celulares apreendidos em fases anteriores da operação, além do cruzamento de informações telemáticas e financeiras. Também foram identificadas movimentações incompatíveis com a renda declarada dos investigados. No dia 7 de abril, a Justiça do Rio concedeu habeas corpus para Márcia Nepomuceno, que estava foragida desde março, quando uma fase anterior da operação foi deflagrada. Na ocasião, o vereador Salvino Oliveira chegou a ser preso, mas foi solto pouco depois por insuficiência de provas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos, possíveis empresas usadas no esquema e beneficiários indiretos dos recursos ilícitos.

Oruam, mãe e irmão são considerados foragidos em operação contra braço financeiro do Comando Vermelho

O rapper Oruam, a mãe dele, Márcia Nepomuceno, e o irmão, Lucas Nepomuceno, são considerados foragidos da Justiça e estão na mira de uma nova fase da Operação Contenção, deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Civil do Rio. Até o momento, um homem foi preso apontado como operador financeiro do Comando Vermelho, e outro foi conduzido, por estar na casa de Lucas durante diligências realizadas pela manhã. O operador financeiro, identificado como Carlos Alexandre Martins da Silva, seria responsável por movimentar dinheiro do tráfico de drogas e repassar para Márcia Nepomuceno. Com ele, os agentes apreenderam um carro e uma moto. A operação tem como foco desarticular o braço financeiro do Comando Vermelho. Além de Oruam e familiares, outros nomes apontados como integrantes da facção também aparecem nas investigações, entre eles Edgar Alves de Andrade, mais conhecido como Doca, um dos principais chefes do CV. As investigações encontraram conversas entre Carlos Costa Neves, o Gardenal, apontado como um dos chefes da facção, e um miliciano. A delegada Yasmine Vergetti, responsável pela ação, disse nessa troca de mensagens há evidências claras de que Marcinho VP segue no comando do grupo. “Dessas conversas, ficou muito claro que o Marcinho VP tem um papel central. Ele é o chefe dessa organização criminosa, atuando diretamente na hierarquia, expedindo ordens e também gerenciando o dinheiro que vem do tráfico e lavando esses recursos. Nas conversas, isso aparece de forma evidente, inclusive no diálogo entre um miliciano e um dos chefes do Comando Vermelho, onde fica bem exposto que o Marcinho VP é o ponto focal nas determinações e nas atuações da facção.” Marcinho VP cumpre pena em um presídio federal em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. De acordo com a Polícia Civil, a investigação, que dura cerca de um ano, identificou um sistema estruturado de lavagem de dinheiro do tráfico. Os valores eram repassados por chefes do grupo criminoso a operadores financeiros, que fragmentavam as quantias por meio de contas de terceiros, os chamados “laranjas”, dificultando o rastreamento. As apurações tiveram como base a análise de dados extraídos de celulares apreendidos em fases anteriores da operação, além do cruzamento de informações telemáticas e financeiras. Também foram identificadas movimentações incompatíveis com a renda declarada dos investigados. No dia 7 de abril, a Justiça do Rio concedeu habeas corpus para Márcia Nepomuceno, que estava foragida desde março, quando uma fase anterior da operação foi deflagrada. Na ocasião, o vereador Salvino Oliveira chegou a ser preso, mas foi solto pouco depois por insuficiência de provas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos, possíveis empresas usadas no esquema e beneficiários indiretos dos recursos ilícitos.