O Reino Unido anunciou nesta sexta-feira (16) que vai proibir, a partir de 6 de novembro, três tipos de vídeos pornográficos considerados extremos após pressão multipartidária. Os partidos afirmam que esses conteúdos trazem impacto negativo para mulheres e menininas. Entre os tipos de vídeos estão estrangulamento e relações incestuosas, bem como de alguém se passando por uma criança menor de 16 anos. As novas medidas significam que o Reino Unido poderá ter algumas das regulamentaç

O Reino Unido anunciou nesta sexta-feira (16) que vai proibir, a partir de 6 de novembro, três tipos de vídeos pornográficos considerados extremos após pressão multipartidária. Os partidos afirmam que esses conteúdos trazem impacto negativo para mulheres e menininas. Entre os tipos de vídeos estão estrangulamento e relações incestuosas, bem como de alguém se passando por uma criança menor de 16 anos. As novas medidas significam que o Reino Unido poderá ter algumas das regulamentações mais rigorosas do mundo em relação à pornografia online. O ministro da Justiça, Alex Davies-Jones, afirmou que o governo 'tem o compromisso de reduzir pela metade a violência contra mulheres e meninas em uma década' e que 'para muitas pessoas, ainda é fácil acessar pornografia prejudicial online'. 'Não se trata de criminalizar preferências sexuais inofensiva. Conteúdos que normalizam, ou até mesmo glorificam, a violência contra as mulheres são perigosos e podem confundir o que é aceitável na vida real', declarou. Andy Burnham é o novo líder do partido Trabalhista e, consequentemente, primeiro-ministro da Inglaterra. Toby Shepheard / AFP A baronesa Gabby Bertin, membro do Partido Conservador e que recomendou a medida em sua revisão de 2025 sobre a regulamentação da pornografia, afirmou que o anúncio chega 'em um momento oportuno'. O relatório de Bertin concluiu que a pornografia que mostra mulheres sendo estranguladas pode ter consequências 'devastadoras' no mundo real e destacou encenações 'perturbadoras', incluindo incesto e adultos interpretando crianças. Um estudo realizado pelo Instituto para o Combate ao Estrangulamento em 2024 revelou que mais de um terço dos adultos entre 16 e 34 anos relataram ter sido estrangulados ou sufocados pelo menos uma vez durante relações sexuais consensuais. Uma pesquisa realizada pelo mesmo grupo no ano passado revelou que 43% dos jovens de 16 a 17 anos, sexualmente ativos, afirmaram ter sido vítimas desse tipo de abusoc
Fonte: cbn.globo.com