O último dia de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV deixou claras as estratégias finais dos candidatos à Presidência. Enquanto Flávio aposta no discurso de mudança com um pacote de promessas para a economia e a segurança pública, Lula foca no alerta no medo sobre o risco de cortes em programas sociais e graves acusações de ligação com o crime organizado. Lula e Flávio Bolsonaro participam de último debate antes do 2º turno nesta sexta (23) Justiça Federal ordena que U

O último dia de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV deixou claras as estratégias finais dos candidatos à Presidência. Enquanto Flávio aposta no discurso de mudança com um pacote de promessas para a economia e a segurança pública, Lula foca no alerta no medo sobre o risco de cortes em programas sociais e graves acusações de ligação com o crime organizado. Lula e Flávio Bolsonaro participam de último debate antes do 2º turno nesta sexta (23) Justiça Federal ordena que União garanta transporte e voto de povos indígenas no Brasil no 2º turno A propaganda de Flávio abriu com o apoio de nomes como Tarcísio de Freitas, Ratinho, Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira. O candidato focou seu discurso na esperança econômica e na segurança pública, afirmando que o eleitor deve escolher se quer continuar com medo ou se é o bandido quem terá medo a partir de agora. Para a segurança, Flávio voltou a prometer classificar facções como PCC e Comando Vermelho como organizações narcoterroristas, reduzir a maioridade penal e quadruplicar a pena para roubo de celulares. Ele negou cortes. Prometeu manter o Bolsa Família, criar o "Ministério da Prosperidade", baixar impostos e os juros para que o brasileiro volte a encher o carrinho no supermercado. Na saúde e educação, falou em um SUS "padrão Einstein" e na criação de um "vale-creche". O programa, que contou com o apoio de cantores sertanejos como Zezé Di Camargo e Gusttavo Lima, destacou que os eleitores "fizeram um novo Flávio". "Vocês me fizeram um novo Flávio, que hoje vocês conhecem mais e que conhece muito mais vocês. Eu vi as dores, os medos, mas eu vi o que mantém esse país de pé: a força, a fé, o brilho nos olhos, a esperança, a certeza de que nunca morre e de que o futuro vai ser melhor." Já a campanha do presidente Lula dedicou a maior parte do tempo para desconstruir o adversário, associando Flávio Bolsonaro a retrocessos econômicos e ao crime organizado. O programa petista exibiu o depoimento da mãe de Ana Clara, acusando o senador de ter defendido na Justiça o assassino da criança de cinco anos; e apontou que ele foi o único deputado a votar contra o aumento da licença-maternidade. Na economia, a campanha de Lula afirmou que o adversário fará um corte de 250 bilhões de reais no orçamento, atingindo o salário mínimo, aposentadorias e programas sociais. Disse ainda que ele planeja privatizar a Petrobras, encarecendo os combustíveis, e que teria se reunido com empresários para anular o fim da escala de trabalho 6x1. A ofensiva se estendeu à segurança. O programa chamou Flávio de "defensor de milícias", acusando-o de repassar emendas a um miliciano condenado pelo caso da morte da vereadora Marielle Franco e de homenagear um matador de aluguel. A propaganda também o ligou a supostos casos de lavagem de dinheiro com o advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal também em esquemas de apostas, a Best Bet. O deputado André Janones, responsável pelo canal Exército do Lula no WhatsApp, que já tem mais de 8 milhões de seguidores, fez duas aparições pedindo uma vigília em defesa da democracia. O presidente Lula defendeu a mudança no rumo certo. "Sei que ainda temos muito a avançar, mas o Brasil de hoje é melhor do que o Brasil que encontrei. Eu acredito no futuro desse país, e o Brasil não vai ficar melhor cortando seus direitos e conquistas, nem desrespeitando as mulheres, e muito menos colocando um miliciano para cuidar da segurança. Temos um projeto de futuro para o nosso país. Temos muita gente boa do nosso lado, cheia de vontade para seguir lutando." Os dois candidatos pediram voto aos seus eleitores e mobilização nacional.
Fonte: cbn.globo.com