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França endurece regras contra protestos após onda de manifestações

d anroj A dois dias de uma nova mobilização nacional na França, o governo adotou uma postura de firmeza contra os protestos ao redor do país, proibindo diversos atos com o objetivo de reduzir as críticas após as cenas de caos registradas em 17 de outubro. Presidente: Macron afirma que manifestações não organizadas por sindicatos na França estarão proibidas Mais: EUA e Israel elaboram planos para atacar Irã após eleições de meio de mandato, afirma NYT O presidente Emmanuel Macron a


d anroj A dois dias de uma nova mobilização nacional na França, o governo adotou uma postura de firmeza contra os protestos ao redor do país, proibindo diversos atos com o objetivo de reduzir as críticas após as cenas de caos registradas em 17 de outubro. Presidente: Macron afirma que manifestações não organizadas por sindicatos na França estarão proibidas Mais: EUA e Israel elaboram planos para atacar Irã após eleições de meio de mandato, afirma NYT O presidente Emmanuel Macron anunciou que apenas as manifestações organizadas pelos sindicatos serão autorizadas no sábado, exigindo que sigam trajetos capazes de proteger os comércios e os edifícios públicos. A decisão foi tomada após uma reunião no Palácio do Eliseu com os serviços de inteligência franceses, que foram criticados por falharem em antecipar a real dimensão da mobilização ocorrida no fim de semana anterior. Embora algumas passeatas já tenham sido proibidas em Paris e Lyon, novas convocações impulsionadas principalmente pelo movimento estudantil continuam previstas em várias cidades do país. De acordo com mensagens veiculadas nas redes sociais, muitos manifestantes pretendem ocupar as ruas independentemente de autorização oficial. Confrontos entre manifestantes e polícia em Nice, na França. VALERY HACHE / AFP As autoridades francesas também proibiram atos marcados para sábado em Rouen (no noroeste), Toulon (no sul) e Lyon (no sudeste). A medida levou a oposição a denunciar um "atentado às liberdades civis". Para o próximo fim de semana, o esquema de segurança será reforçado com o uso de veículos blindados, além da mobilização de militares e unidades de elite da polícia. Os toques de recolher noturnos, em vigor desde segunda-feira (19), voltam a ser implementados nos principais centros urbanos do país. Diante desse cenário, comerciantes de Paris estão se preparando para proteger seus estabelecimentos contra possíveis saques, conforme relata a imprensa francesa. No plano político, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu recebe os líderes partidários na tentativa de superar a crise gerada pelas manifestações. Enquanto o governo acusa o partido de esquerda radical, a "França Insubmissa", de estimular a violência. O movimento de Jean-Luc Mélenchon nega as acusações. Durante o encontro, a oposição pretende cobrar respostas para as demandas ignoradas até o momento pelo governo, incluindo o aumento de verbas para a educação exigido pelos estudantes e medidas concretas para enfrentar a alta do custo de vida no país.

Fonte: cbn.globo.com

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