Em carta aberta, às vésperas do segundo turno, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, diz esperar o compromisso dos eleitores para que o Brasil como país soberano possa garantir direitos básicos a todos; reafirmou a defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito; pediu que considerem a trajetória dos candidatos e invocou a intercessão de Nossa Senhora Aparecida para que ajude o Brasil a vencer a indiferença e a construir uma convivência fundada na verdade,

Em carta aberta, às vésperas do segundo turno, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, diz esperar o compromisso dos eleitores para que o Brasil como país soberano possa garantir direitos básicos a todos; reafirmou a defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito; pediu que considerem a trajetória dos candidatos e invocou a intercessão de Nossa Senhora Aparecida para que ajude o Brasil a vencer a indiferença e a construir uma convivência fundada na verdade, na fraternidade e na paz. A santa acabou virando alvo da disputa política na reta final do primeiro turno, quando circulou notícia falsa de que o candidato Flávio Bolsonaro iria retirar o título dela de padroeira do país. Na ocasião, o senador desmentiu e ainda acusou gente de dentro da CNBB a ajudar a disseminar a fake news. Na mensagem, os bispos defendem o trabalho digno, moradia, alimentação, saúde, segurança e educação a todos. Reforçaram a necessidade de cuidar do meio ambiente, garantir direitos humanos e promover a paz. O Conselho Permanente da Conferência dos bispos também fez uma defesa forte da democracia. O texto pede respeito absoluto à Constituição e ao resultado das urnas. Os bispos deram um recado duro contra os crimes eleitorais: disseram que ameaçar eleitores ou negociar votos são práticas "inadmissíveis", e lembraram que o voto é livre e secreto. Os representantes da Igreja Católica encorajaram a participação consciente de todos neste segundo turno das eleições ao lembrar que governos recebem mandatos, os cidadãos conservam a responsabilidade de participar, fiscalizar e reivindicar. Para os bispos, a crítica responsável e o diálogo franco fortalecem a democracia. Essa tarefa exige informação confiável, liberdade de expressão e proteção para quem denuncia injustiças.
Fonte: cbn.globo.com