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Bumbum de ouro: clínica de estética é alvo de operação por procedimentos irregulares no Rio

Segundo as investigações, profissionais sem registro realizavam intervenções em pacientes, que relataram complicações e problemas de saúde posteriores

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quinta-feira, 22, uma operação contra uma clínica de estética em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, acusada de realizar procedimentos cirúrgicos irregulares. Segundo as investigações, profissionais sem registro realizavam as intervenções em pacientes, que relataram complicações e problemas de saúde posteriores.

No início deste mês, após uma denúncia contra o estabelecimento, policiais apreenderam 16 ampolas de um medicamento controlado utilizado para sedação. Uma das pacientes relatou ter sido submetida a um “hidrolifting”, que envolveu a retirada de gordura do abdômen e sua aplicação nos glúteos. A vítima afirmou que o procedimento foi conduzido por uma profissional que ainda não havia concluído sua formação. Ela disse ter recebido sedativos e desmaiado três vezes no atendimento.

+ Vídeo: clínica de estética é interditada após três mortes e denúncias de deformidades no Rio

Mulher negra de cabelos longos e trançados, usando biquíni verde escuro com anéis dourados, posa com um aparelho de Endolaser ao lado. O anúncio de Promoção Relâmpago Endolaser 360 oferece o tratamento por R$ 2.220,00 à vista ou 12x de R$ 222,00, incluindo diversas áreas corporais e brindes. O fundo mostra a bandeira do Brasil e o Cristo Redentor.
Anúncio de procedimento estético de clínica em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.PF/Divulgação
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Além disso, a paciente relatou complicações após outro procedimento estético, incluindo dores e nódulos na região dos glúteos. Um exame de corpo de delito confirmou a existência de lesões corporais. Imagens obtidas pela Polícia Civil mostram o anúncio do procedimento, que prometia o “bumbum de ouro”, no WhatsApp e no Instagram. Mensagens em grupos de clientes também reúnem reclamações de clientes sobre dores intensas durante as intervenções.

“Eu sei que dói tanto que doeu muito mais do que quando tive minha filha, usei esse termômetro de dor”, diz uma das pacientes na conversa.

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Em paralelo, os agentes investigam o possível uso indevido dos dados de um profissional apresentado como responsável técnico do estabelecimento. Em depoimento, ele negou ter autorizado a utilização de seu nome e de seu carimbo. Os envolvidos podem responder pelos crimes de exercício ilegal da medicina, lesão corporal, exposição da vida ou saúde de terceiros a perigo, falsidade documental e crimes contra as relações de consumo.

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Fonte: veja.abril.com.br

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