Mendonça vai decidir sobre envio de inquérito contra Lulinha à primeira instância

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai decidir se atende ao pedido Procuradoria-Geral da República (PGR) para enviar à primeira instância um dos inquéritos contra Lulinha. Inmet emite alerta para vendavais com rajadas de até 100 km/h em São Paulo e no Rio Lula definirá na próxima semana com Mota e Alcolumbre como acabar com taxa das blusinhas Nesse caso, o filho do presidente e a lobista Roberta Luchsinger são suspeitos de tráfico de influência em favor do Careca do INSS, em uma tentativa de vender medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. No parecer, o vice-procurador Hindemburgo Chateaubriand Filho destaca que, embora tenham sido identificados pagamentos feitos pelo lobista a Roberta Luchsinger, nenhum negócio foi fechado entre o empresário e o poder público. A PGR argumenta também que o processo deve ir à primeira instância porque não há indícios do envolvimento de autoridades com foro privilegiado no caso e a apuração não tem ligação direta com os desvios investigados no INSS. Em entrevista à GloboNews, o advogado Marco Aurélio Carvalho afirmou que os inquéritos envolvendo Lulinha teriam sido arquivados se ele não fosse parente do presidente: "Ele carrega o peso de um sobrenome. Eu recebi com alegria, embora sem surpresa nenhuma, a manifestação da Procuradoria-Geral da República de pedir para remeter para a primeira instância. Por quê? Não temos, nesse inquérito, autoridades com foro, com prerrogativa de foro. Não temos suspeita de desvio ou coisa do gênero. Nós não temos atos de ofício. E não temos nenhuma relação direta ou indireta com o INSS. Se o Fábio não fosse filho do presidente, esse inquérito teria sido arquivado. E, se ele fosse filho do presidente Bolsonaro, sobretudo no governo Bolsonaro, ele nem sequer teria sido instaurado. O Bolsonaro mudou os superintendentes da Polícia Federal para proteger os seus filhos, para proteger o 01, 02, 03 e o 04, para proteger a sua família, primos e afins, para proteger os seus amigos e os milicianos com os quais ele governou o país." STF analisa três inquéritos contra Lulinha nesta sexta (21) Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha Reprodução O STF analisa nesta sexta-feira (21) três inquéritos contra o filho do presidente Lula. Dois estão no gabinete do ministro André Mendonça e apuram tentativas de favorecimento no Ministério da Saúde e na Dataprev. O terceiro caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino e investiga repasses a um ex-assessor da Presidência. Caso o ministro André Mendonça mantenha os procedimentos no STF, o Ministério Público poderá entrar com um recurso que será levado pelo próprio ministro Mendonça à segunda turma do STF. O colegiado é composto pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e pelo próprio relator. PF aponta que Lulinha integrava grupo para buscar negócios com o poder público A Polícia Federal (PF) afirmou em um dos relatórios que miram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que ele e a empresária Roberta Luchsinger mantinham um núcleo de atuação permanente para tentar fechar negócios com o poder público. Ainda de acordo com a PF, o empresário Fernando Bittar também fazia parte do grupo. Bittar ficou conhecido na época da Operação Lava Jato por ser dono do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). As informações foram reveladas pela Revista Veja. O conteúdo foi confirmado pela TV Globo. A conexão do trio, de acordo com a PF, é reforçada pelo grupo de WhatsApp intitulado “Musaranhos”, que eles possuíam para discutir as investidas junto ao governo. Lulinha e Bittar eram os “Musos”. Roberta era a “Musa”. O relatório da PF identificou Roberta como a responsável por fazer a ponte entre o grupo e pessoas estratégicas do setor privado e da administração pública, inclusive com suposto acesso ao Palácio do Planalto.

Mendonça vai decidir sobre envio de inquérito contra Lulinha à primeira instância

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai decidir se atende ao pedido Procuradoria-Geral da República (PGR) para enviar à primeira instância um dos inquéritos contra Lulinha. Inmet emite alerta para vendavais com rajadas de até 100 km/h em São Paulo e no Rio Lula definirá na próxima semana com Mota e Alcolumbre como acabar com taxa das blusinhas Nesse caso, o filho do presidente e a lobista Roberta Luchsinger são suspeitos de tráfico de influência em favor do Careca do INSS, em uma tentativa de vender medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. No parecer, o vice-procurador Hindemburgo Chateaubriand Filho destaca que, embora tenham sido identificados pagamentos feitos pelo lobista a Roberta Luchsinger, nenhum negócio foi fechado entre o empresário e o poder público. A PGR argumenta também que o processo deve ir à primeira instância porque não há indícios do envolvimento de autoridades com foro privilegiado no caso e a apuração não tem ligação direta com os desvios investigados no INSS. Em entrevista à GloboNews, o advogado Marco Aurélio Carvalho afirmou que os inquéritos envolvendo Lulinha teriam sido arquivados se ele não fosse parente do presidente: "Ele carrega o peso de um sobrenome. Eu recebi com alegria, embora sem surpresa nenhuma, a manifestação da Procuradoria-Geral da República de pedir para remeter para a primeira instância. Por quê? Não temos, nesse inquérito, autoridades com foro, com prerrogativa de foro. Não temos suspeita de desvio ou coisa do gênero. Nós não temos atos de ofício. E não temos nenhuma relação direta ou indireta com o INSS. Se o Fábio não fosse filho do presidente, esse inquérito teria sido arquivado. E, se ele fosse filho do presidente Bolsonaro, sobretudo no governo Bolsonaro, ele nem sequer teria sido instaurado. O Bolsonaro mudou os superintendentes da Polícia Federal para proteger os seus filhos, para proteger o 01, 02, 03 e o 04, para proteger a sua família, primos e afins, para proteger os seus amigos e os milicianos com os quais ele governou o país." STF analisa três inquéritos contra Lulinha nesta sexta (21) Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha Reprodução O STF analisa nesta sexta-feira (21) três inquéritos contra o filho do presidente Lula. Dois estão no gabinete do ministro André Mendonça e apuram tentativas de favorecimento no Ministério da Saúde e na Dataprev. O terceiro caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino e investiga repasses a um ex-assessor da Presidência. Caso o ministro André Mendonça mantenha os procedimentos no STF, o Ministério Público poderá entrar com um recurso que será levado pelo próprio ministro Mendonça à segunda turma do STF. O colegiado é composto pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e pelo próprio relator. PF aponta que Lulinha integrava grupo para buscar negócios com o poder público A Polícia Federal (PF) afirmou em um dos relatórios que miram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que ele e a empresária Roberta Luchsinger mantinham um núcleo de atuação permanente para tentar fechar negócios com o poder público. Ainda de acordo com a PF, o empresário Fernando Bittar também fazia parte do grupo. Bittar ficou conhecido na época da Operação Lava Jato por ser dono do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). As informações foram reveladas pela Revista Veja. O conteúdo foi confirmado pela TV Globo. A conexão do trio, de acordo com a PF, é reforçada pelo grupo de WhatsApp intitulado “Musaranhos”, que eles possuíam para discutir as investidas junto ao governo. Lulinha e Bittar eram os “Musos”. Roberta era a “Musa”. O relatório da PF identificou Roberta como a responsável por fazer a ponte entre o grupo e pessoas estratégicas do setor privado e da administração pública, inclusive com suposto acesso ao Palácio do Planalto.