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Voepass: Justiça torna réus 12 denunciados por queda de avião em Vinhedo

A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal e tornou réus 12 ex-dirigentes e funcionários da Voepass pela queda do voo 2283 em Vinhedo, em agosto de 2024. Os acusados vão responder pelos crimes de atentado contra a segurança do transporte aéreo e sinistro em transporte aéreo. Para o MPF, o acidente não foi um fato isolado ou uma fatalidade inevitável, mas resultado de uma sequência de decisões tomadas dentro da empresa ao longo dos anos. Segundo a acusação,


A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal e tornou réus 12 ex-dirigentes e funcionários da Voepass pela queda do voo 2283 em Vinhedo, em agosto de 2024. Os acusados vão responder pelos crimes de atentado contra a segurança do transporte aéreo e sinistro em transporte aéreo. Para o MPF, o acidente não foi um fato isolado ou uma fatalidade inevitável, mas resultado de uma sequência de decisões tomadas dentro da empresa ao longo dos anos. Segundo a acusação, a companhia priorizava a redução de custos e a manutenção dos voos, mesmo diante de problemas relacionados à segurança. O Ministério Público afirma que panes deixavam de ser registradas oficialmente, que as aeronaves continuavam em operação com falhas conhecidas e que as equipes sofriam pressão para não interromper voos. Entre os 12 réus estão integrantes da alta administração da Voepass, diretores, gestores e responsáveis por áreas consideradas estratégicas, como manutenção, operações e segurança operacional. Outras quatro pessoas investigadas firmaram acordos com o Ministério Público Federal e, por isso, ficaram fora da denúncia criminal. Modelo não era certificado para operar em condições de formação de gelo A denúncia também afirma que a empresa sabia que o modelo ATR 72-500 não era certificado para operar em condições severas de formação de gelo. Mesmo assim, segundo o MPF, a aeronave foi escalada para o voo entre Cascavel e Guarulhos em um dia em que havia alertas meteorológicos indicando gelo intenso ao longo da rota. A acusação também aponta que problemas no sistema de degelo do avião eram conhecidos por pilotos e gestores havia pelo menos um ano. Aeronave da Voepass Divulgação / Voepass Segundo o MPF, como essas ocorrências não eram registradas formalmente, a aeronave continuava sendo liberada para voar. Para o MPF, o acidente poderia ter sido evitado se os procedimentos de manutenção e segurança previstos pelas normas da aviação tivessem sido seguidos. A ação tem como base investigações da Polícia Federal, do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos e da Agência Nacional de Aviação Civil. Em nota encaminhada sobre a decisão, a Voepass afirmou que entende que, com o recebimento da denúncia da Justiça Federal, o processo vai seguir os trâmites previstos em lei, com as garantias asseguradas às partes envolvidas. A companhia também informou que vai continuar colaborando com o Poder Judiciário e com as demais autoridades competentes, fornecendo documentos e informações que forem solicitadas durante o processo. A empresa também rebateu a tese de que teria colocado a redução de custos acima da segurança. Segundo a Voepass, ao longo de mais de 30 anos de atuação na aviação brasileira, a segurança operacional foi mantida como princípio fundamental, com procedimentos de manutenção, operação e treinamento orientados pela regulamentação aeronáutica e por suas diretrizes internas de segurança e conformidade.

Fonte: cbn.globo.com

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