Medidas entrariam em vigor a partir deste domingo, mas foram canceladas pelo presidente americano
O presidente Donald Trump suspendeu um novo e abrangente pacote de sanções dos Estados Unidos contra a Rússia, afirmando que a decisão é embasada no “interesse nacional”. Aprovada no congresso, a legislação entraria em vigor neste domingo, impondo sanções contra autoridades, bancos e navios.
A medida foi saudada pelo enviado presidencial russo Kirill Dmitriev. Nas redes sociais, ele escreveu que a suspensão da legislação pelo governo Trump “é um momento importante e verdadeiramente histórico” para a relação dos países.
Sancionado no mês passado, o pacote de medidas contra a Rússia buscava conter o fluxo de recursos financeiros que alimenta a guerra na Ucrânia, incluindo tarifas de até 100% contra os maiores importadores de petróleo ou gás natural russo.
Crítias a Zelensky e acordo comercial com a Rússia
A suspenção se dá em meio a críticas do republicano ao presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy. Com as eleições de meio de mandato se aproximando, o republicano culpou os ataques ucranianos às refinarias russas pelo aumento dos preços da energia — o que poderia ameaçar sua maioria no Senado e na Câmara — e chegou a afirmar que a Ucrânia “precisa de um novo líder”.
A medida também acontece uma semana depois de os Estados Unidos concordar em comprar diesel da Rússia para tentar reduzir os preços globais da energia, pondo fim a anos de pressão econômica pelo fim da guerra contra a Ucrânia.
Na semana passada, o republicano informou que a Rússia forneceria imediatamente mais de 300 mil toneladas métricas de diesel, seguidas por outras 500 mil toneladas em novembro e 1 milhão de toneladas imediatamente depois, além de mais 3 milhões de toneladas em um curto período de tempo.
O presidente americano enfrentou críticas generalizadas após o anúncio, com uma dúzia de senadores americanos incluindo seis republicanos pedindo a Trump que revogasse seu acordo sobre o diesel. Zelenskyy também se manifestou, afirmando em encontro com líderes europeus em Bruxelas que o acordo faria o dinheiro “começaria a fluir de volta para a Rússia”.
(Com AFP)
Fonte: veja.abril.com.br