A entrevista do presidente Lula ao Jornal Nacional, na reta final do segundo turno, foi marcada por uma mudança de posição sobre a redução da maioridade penal para crimes hediondos, segundo o diretor da sucursal de Brasília do jornal O Globo, Thiago Bronzatto. Para o jornalista, a defesa da medida representa uma 'inflexão histórica' de Lula, que até o primeiro turno afirmava ser contrário à proposta. 'Essa foi uma inflexão histórica do presidente da República, que é visto como pr

A entrevista do presidente Lula ao Jornal Nacional, na reta final do segundo turno, foi marcada por uma mudança de posição sobre a redução da maioridade penal para crimes hediondos, segundo o diretor da sucursal de Brasília do jornal O Globo, Thiago Bronzatto. Para o jornalista, a defesa da medida representa uma 'inflexão histórica' de Lula, que até o primeiro turno afirmava ser contrário à proposta. 'Essa foi uma inflexão histórica do presidente da República, que é visto como principal líder da esquerda, que é contrária a esse tema'. Thiago Bronzatto também avaliou que Lula chegou mais preparado e confortável do que na entrevista concedida durante o primeiro turno. Ele argumenta, no entanto, que o presidente cometeu tropeços ao dizer que não sabia da ausência da ampliação do Bolsa Família na proposta orçamentária. 'Como que alguém que se vende como o pai dos pobres, como alguém preocupado, o grande fiador do Bolsa Família, não se atentou para essa questão antes do envio da proposta orçamentária para o Congresso? Eu acho pouco crível a gente pensar que o presidente realmente não sabia que o Bolsa Família não iria ser ampliado'. Além disso, observou que Lula deixou de destacar, ao longo da entrevista, a aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1. 'De maneira geral, foi uma entrevista melhor do que a dada no primeiro turno, mas esses tropeços acabaram comprometendo também uma clareza maior do presidente em comunicar os seus principais ativos e também reconhecer seus principais erros'.
Fonte: cbn.globo.com