Estudo analisou o esqueleto e características genéticas para formar a possível aparência
Uma equipe de especialistas reconstruiu digitalmente o rosto de um homem que morreu na fronteira romana da Escócia há quase 2.000 anos. O crânio será exibido ao lado da reconstrução facial digital na exposição Escócia Romana:Vida à Beira do Império, que será inaugurada em novembro no Museu Nacional da Escócia, em Edimburgo.
O trabalho de reconstrução facial baseou-se em uma avaliação osteoarqueológica realizada no museu, em análises isotópicas lideradas por pesquisadores da Universidade de Durham e em pesquisas de DNA antigo feitas por uma equipe do Departamento de Arqueologia da Universidade de York e da Escola de Medicina de Harvard .
Para determinar a composição genética do falecido, os pesquisadores utilizaram técnicas científicas de ponta, que estimaram que ele tinha pouco mais de 50 anos quando morreu em Inveresk, entre 140 e 165 d.C., e era originário do sul da Grã-Bretanha.

Um exame de seu esqueleto revelou ainda que o homem havia sofrido vários ferimentos e limitações. De acordo com as análises, ele tinha mobilidade reduzida no braço direito, provavelmente causado por artrite séptica. Por conta disso, não era soldado na época de sua morte — já que não teria condições de empunhar uma espada.
Curador do Museus Nacionais da Escócia (NMS), Fraser Hunter disse que vem trabalhando na região do forte romano de Inveresk há anos, e que a reconstrução facial é um grande avanço. “Finalmente me dá uma ideia de como era a aparência de um de seus habitantes”, atestou ele ao The Independent. Não podemos saber exatamente qual era sua aparência, mas acreditamos que sua família e amigos teriam reconhecido a semelhança.
Fonte: veja.abril.com.br