Ataque a tiros no Oregon vitimou uma professora e três crianças de 5, 8 e 11 anos; agressor era ex-aluno de 16 anos, que foi morto após o crime
A professora americana Becky Drury, de 54 anos, revelou como sobreviveu a um ataque a tiros em uma escola de ensino fundamental no Oregon, nos Estados Unidos: após ser baleada, ela fingiu estar morta para evitar que o atirador disparasse contra ela novamente.
O episódio ocorreu na última quinta-feira 15, quando um jovem de 16 anos abriu fogo na Silver Rail Elementary, matando três crianças de 5, 8 e 11 anos, e uma professora de 25 anos. Identificado pelas autoridades como Griffin J. John II, ele foi morto a tiros por um pai de aluno que estava no local logo depois do crime, segundo a polícia.
Na quarta-feira 21, em suas primeiras declarações desde o massacre, Drury relatou em um comunicado enviado à mídia americana que ela escutou uma comoção do lado de fora da sala de aula e, ao avistar o agressor, tentar fechar a porta, mas foi atingida por um disparo e caiu no chão.
“Percebi que minha mão esquerda estava quase totalmente decepada pelo disparo, e meu outro braço também estava gravemente ferido. Eu não conseguia me levantar, me defender ou proteger mais ninguém”, contou a educadora. “Fiz a única coisa que podia: fingir que estava morta, na esperança de que ele não atirasse em mim novamente”, disse Drury.
A polícia informou que outra professora cuja identidade não foi revelada tentou desarmar o atirador arremessando seu celular contra ele. Ela não ficou ferida.
A motivação do suspeito ainda não foi revelada. Segundo as autoridades, Griffin era um aluno com necessidades educacionais especiais na escola Silver Rail.
Drury afirmou ainda que o que aconteceu na sala de aula foi “inimaginável”.
“Assim como tantas pessoas nesta comunidade, meu coração está partido por todos os que foram afetados por esta tragédia”, concluiu ela.
Fonte: veja.abril.com.br