Pular para o conteúdo
No ar
Ao vivo agora 3CLIMAS CULTURA RÁDIO JORNAL TV
Tocando agora 3CLIMAS CULTURA ao vivo
Fale no WhatsApp

PM mata a tiros mulher em suposto surto psicótico com faca na Zona Norte de São Paulo

Uma mulher que estaria em surto psicótico foi morta a tiros por um policial militar na tarde de ontem, depois de caminhar em direção aos agentes com uma faca. O caso aconteceu na Rua Coronel José Rufino Freire, no Parque São Domingos, região de Pirituba, Zona Norte de São Paulo. Moradores acionaram a polícia e relataram que a mulher circulava pela região, aparentemente em surto, e ameaçava pessoas com o objeto na mão. Três policiais militares chegaram ao local e, segundo o boletim de


Uma mulher que estaria em surto psicótico foi morta a tiros por um policial militar na tarde de ontem, depois de caminhar em direção aos agentes com uma faca. O caso aconteceu na Rua Coronel José Rufino Freire, no Parque São Domingos, região de Pirituba, Zona Norte de São Paulo. Moradores acionaram a polícia e relataram que a mulher circulava pela região, aparentemente em surto, e ameaçava pessoas com o objeto na mão. Três policiais militares chegaram ao local e, segundo o boletim de ocorrência, tentaram negociar com ela para que largasse a faca. Uma câmera de segurança registrou o momento em que ela caminha pela rua segurando o objeto e avança em direção aos policiais. Na sequência, um dos agentes dispara contra a mulher, atingindo a região do peito e do pescoço. Ela cai ferida no chão. Depois da queda, um dos policiais chuta a faca que estava na mão da vítima. Uma equipe de resgate foi acionada, mas a morte foi constatada no local. Outros casos O caso se soma a outros dois episódios registrados neste mês, que também terminaram com a morte de homens em situações descritas como surtos ou crises. No dia 3 de outubro, Antonio Nunes Batista, de 40 anos, foi baleado e morto na Vila Dionísia, na Zona Norte da capital, depois que policiais militares dispararam 24 vezes. Antonio estaria armado com uma faca e uma barra de ferro e ameaçaria pedestres. Segundo o boletim de ocorrência, os policiais afirmaram que utilizaram uma arma de eletrochoque para tentar contê-lo, mas a medida não teria sido suficiente. Já no dia 10 de outubro, Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morreu baleado em Moema, na Zona Sul, após policiais dispararem 45 vezes. Vinte e sete tiros atingiram o jovem. O celular que ele segurava teria sido confundido com uma arma. Gustavo não tinha antecedentes criminais. Familiares contaram aos investigadores que ele lutava contra a dependência química e tomava antidepressivos desde o ano passado. No dia da ocorrência, os policiais foram acionados para atender a um chamado envolvendo um homem que estaria transtornado e ameaçava tirar a própria vida, segundo o boletim de ocorrência. Mortes decorrentes de intervenção policial na cidade de São Paulo Entre janeiro e setembro deste ano, foram registradas 191 mortes decorrentes de intervenção policial na cidade de São Paulo, contra 188 no mesmo período de 2025. O aumento foi de aproximadamente 1,6%. Os dados são do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Os números incluem mortes provocadas por policiais em serviço e de folga. A média, neste ano, foi de uma morte a cada 34 horas. Os dados indicam que o número de mortes decorrentes de intervenção policial na capital voltou a crescer durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que atua com foco na preservação da vida, na revisão de protocolos, no uso de tecnologias e no combate a desvios de conduta.

Fonte: cbn.globo.com

Compartilhar