Facções têm utilizado drones em confrontos com a polícia e em disputas territoriais
O governo do estado do Rio de Janeiro recebeu nesta quinta-feira, 15, quatro equipamentos antidrones do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para o enfrentamento ao crime organizado. Os dispositivos serão destinados à Secretaria de Estado de Polícia Civil e à Secretaria de Estado de Polícia Militar, dois para cada.
A ideia é que ampliem “os recursos tecnológicos das forças de segurança para enfrentar o uso criminoso de drones, empregados por organizações criminosas para monitorar operações policiais e transportar itens ilícitos”, de acordo com o governo do estado. No ano passado, uma reportagem de VEJA mostrou que facções têm utilizado drones em confrontos com a polícia e em disputas territoriais, com uso variado — de transporte de explosivos, os chamados “lança-granadas”, a delivery de drogas.
Em agosto, a Polícia Civil gravou imagens de uma fila de homens em uma quadra do Complexo da Penha, na Zona Norte, à espera de um curso dado por traficantes para operação de drones.
Na cerimônia de entrega dos drones, na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), também foi destacada a recente implementação do Programa Nacional de Neutralização de Comunicações Ilícitas em Estabelecimentos Penais. A medida estabelece procedimentos para o bloqueio administrativo individualizado de dispositivos de comunicação irregulares dentro das unidades prisionais.
“Estamos diante de uma nova metodologia muito eficaz de enfrentamento ao crime organizado. Quando bloqueamos especificamente os aparelhos utilizados por criminosos, conseguimos impedir que o serviço de telefonia seja usado para a prática de crimes, sem comprometer as comunicações legítimas”, afirmou o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto.
A Secretaria de Estado de Polícia Penal já estava desenvolvendo um projeto-piloto de bloqueio de celulares em prisões, com apoio do Ministério Público, Tribunal de Justiça e órgãos federais. Segundo a secretária de Estado de Polícia Penal, Alessandra Odawara, a iniciativa permitiu interceptar cercar 700 aparelhos por via judicial antes mesmo da publicação do decreto federal.
Fonte: veja.abril.com.br