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Milei defende que não pretende realizar ações militar nas Malvinas e que quer uma solução por 'via diplomática'

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou ao jornal britânico The Telegraph que não acredita em 'soluções militares' para retomada argentina da ilha das Malvinas, alvo de disputa com o Reino Unido. Segundo ele, isso seria feito através de 'via diplomática'. 'Vamos recuperar as Malvinas por meios diplomáticos', declarou. Milei defendeu soluções mais pacíficas e negociadas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar oficialmente que poderia rever a posição que p


O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou ao jornal britânico The Telegraph que não acredita em 'soluções militares' para retomada argentina da ilha das Malvinas, alvo de disputa com o Reino Unido. Segundo ele, isso seria feito através de 'via diplomática'. 'Vamos recuperar as Malvinas por meios diplomáticos', declarou. Milei defendeu soluções mais pacíficas e negociadas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar oficialmente que poderia rever a posição que possui sob a administração da ilha. Atualmente, os EUA são neutros no caso e Trump disse que há dúvidas sobre se o Reino Unido conseguia defender o território de problemas de imigração e de energia. O republicano já afirmou que não apoiaria os britânicos em caso de uma nova invasão, relacionando com a falta de apoio do país sobre a guerra com o Irã. O governo da Argentina afirmou que o Reino Unido deveria interromper a exploração de petróleo nas Ilhas Malvinas , em particular o projeto conhecido como Sea Lion, e afirmou que, caso contrário, levaria o assunto ao tribunal internacional que regulamenta o direito do mar. Se trata de um órgão independente criado pela Convenção das Nações Unidas que 'tem jurisdição sobre qualquer disputa relacionada à interpretação ou aplicação da convenção'. Segundo o comunicado oficial, a medida visa impedir a exploração de hidrocarbonetos na chamada Bacia das Malvinas do Norte por meio do projeto petrolífero Sea Lion , bem como impedir a adoção de novas decisões relacionadas à exploração de recursos naturais na plataforma continental argentina. 'Se o Reino Unido não parar a exploração ilegal dentro de duas semanas, recorreremos ao Tribunal Internacional do Direito do Mar', escreveu o presidente Javier Milei nas redes, compartilhando a declaração. Na mesma publicação, ele acusou o Reino Unido de 'saquear ilegalmente nossos recursos'. Ilhas Malvinas foram disputadas por Argentina e Reino Unido em um conflito. Reprodução O Executivo também afirmou que o Reino Unido está realizando 'ações ilegítimas' nas Ilhas Malvinas, na Geórgia do Sul e nas Ilhas Sandwich do Sul, bem como nas áreas marítimas circundantes. Em comunicado oficial, o Poder Executivo anunciou que iniciará 'procedimentos sancionatórios' relativos à operação de voos da Thales UK Limited na rota aérea especificada. Esses voos teriam sido realizados com uma aeronave registrada no Reino Unido e sem a devida autorização das autoridades argentinas. 'A República Argentina não ficará de braços cruzados e continuará a defender firmemente seus direitos soberanos, utilizando todos os instrumentos diplomáticos, administrativos e jurídicos reconhecidos pelo direito nacional e internacional. As Ilhas Malvinas são argentinas', conclui o texto.

Fonte: cbn.globo.com

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