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Merval Pereira: diferença apertada entre Lula e Flávio torna debate final decisivo

A nova rodada da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) mostra que o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) ficou com 45% das intenções de voto, enquanto o presidente e candidato à reeleição Lula (PT) permaneceu com 44%. Para o comentarista Merval Pereira, a mobilização de apoiadores do PT e as medidas anunciadas pelo governo na reta final da campanha contribuíram para reduzir a diferença entre os dois candidatos. Merval destacou, no entanto, que a margem de erro torna


A nova rodada da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) mostra que o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) ficou com 45% das intenções de voto, enquanto o presidente e candidato à reeleição Lula (PT) permaneceu com 44%. Para o comentarista Merval Pereira, a mobilização de apoiadores do PT e as medidas anunciadas pelo governo na reta final da campanha contribuíram para reduzir a diferença entre os dois candidatos. Merval destacou, no entanto, que a margem de erro torna o resultado imprevisível. 'O resultado é muito imprevisível, porque tanto pode dar uma diferença larga a favor de alguém, de algum candidato, quanto um empate, praticamente. É muito difícil'. Merval afirmou que o debate final entre os candidatos, na próxima sexta-feira (23), deve ganhar ainda mais importância por ser a última oportunidade de apresentação ao eleitorado. Segundo ele, os dois candidatos precisam melhorar o desempenho em relação ao último confronto, mas Flávio Bolsonaro terá que evitar uma postura que possa ser interpretada como arrogante ou irônica em relação à idade de Lula. 'E o Lula vai ter que ficar mais atento, vai ter que ficar mais ligado nos movimentos do Flávio e tentar neutralizar. O debate [da Band] foi ruim para os dois, mas acaba sendo melhor para o Lula, porque o Lula estava atrás, continuou atrás, mas a diferença apertou'. O comentarista também avaliou o impacto das discussões sobre o Bolsa Família na disputa eleitoral. Para Merval, Lula foi beneficiado por estar associado à criação do programa e pelo reajuste do benefício ter ocorrido próximo à eleição. Segundo ele, declarações da coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, também puderam ser exploradas pela campanha adversária. 'Isso, na história política brasileira, acontece muito. Você diz uma palavra errada, distorce o que você quis dizer e isso tem efeitos eleitorais. E uma pessoa como a Daniella, que não tem a política no sangue, na retórica, pode ter feito um estrago que ela não pretendia'.

Fonte: cbn.globo.com

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