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Mercado de automação industrial do Brasil deve chegar a US$ 4,6 bilhões em 2030

Investimentos em eficiência energética, modernização de equipamentos e IA estão entre fatores que impulsionam o setor, segundo a ARC Advisory Group

O mercado brasileiro de automação industrial deve movimentar 3,67 bilhões de dólares em 2026, alta de 5% em relação ao ano anterior, segundo estimativas da consultoria ARC Advisory Group. Em 2025, o segmento de automação de processos e manufatura discreta somou 3,5 bilhões de dólares, crescimento de 10% na comparação anual. Para 2030, a projeção é de que o mercado alcance 4,6 bilhões de dólares.

A automação de processos representa cerca de 80% dos investimentos no país, com destaque para os setores de petróleo e gás, mineração, energia, celulose e papel, produtos químicos e biocombustíveis. Nessas atividades, a busca por eficiência energética, a modernização de equipamentos e a redução de custos operacionais estão entre os fatores que sustentam a demanda por soluções tecnológicas.

Para Florian Güldner, diretor-executivo da ARC, o mercado brasileiro tem acompanhado o avanço da automação industrial. Não vejo a indústria brasileira tão atrasada em relação ao resto do mundo. Na verdade, as empresas são rápidas na adoção dessas tecnologias, afirma. Ele explica que o país conta com empresas industriais avançadas, fornecedores de tecnologia e integradores de sistemas capazes de desenvolver soluções em parceria com companhias globais.

A inteligência artificial (IA) industrial está entre as tecnologias que devem orientar os próximos investimentos. Entre as aplicações estão a manutenção preditiva, que utiliza dados para identificar sinais de possíveis falhas em equipamentos, e o monitoramento de operações. O objetivo é reduzir interrupções na produção e melhorar o desempenho dos ativos. A adoção dessas ferramentas, porém, varia conforme o estágio de transformação digital de cada empresa.

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O setor de automação emprega diretamente cerca de 30 mil pessoas no Brasil, segundo estimativas da ARC. Quando são incluídos integradores de sistemas, prestadores de serviços, fabricantes de máquinas e empresas de engenharia, compras e construção, conhecidas pela sigla EPC, o contingente chega a aproximadamente 500 mil trabalhadores.

Güldner avalia que a automação contribui para manter a competitividade da indústria e a produção em países com custos de mão de obra mais elevados. Se a indústria não utiliza automação, não perde apenas empregos na fabricação, mas também postos de trabalho em design, engenharia e vendas, diz. Para o executivo, a tecnologia faz parte de uma cadeia produtiva mais ampla, que depende de ganhos de produtividade para sustentar as operações e os empregos associados a elas.

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A abertura comercial também pode influenciar os investimentos no setor. A ARC também defende que a redução gradual de tarifas prevista no acordo entre União Europeia e Mercosul tende a ampliar a concorrência e a pressão por eficiência, criando incentivos para a modernização das fábricas brasileiras.

As perspectivas para o mercado serão discutidas no ARC Industry Leadership Forum Rio, que acontece de 10 a 12 de novembro, no Rio de Janeiro. O evento reunirá representantes de empresas industriais, fornecedores de tecnologia e integradores de sistemas para discutir temas como inteligência artificial, cibersegurança, automação aberta e modernização de processos.

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Fonte: veja.abril.com.br

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