Chuvas, reformas e problemas de acessibilidade motivaram as alterações; eleitor deve conferir o endereço antes de sair de casa
A Justiça Eleitoral alterou o endereço de 4 352 seções eleitorais em todo o país para o 2º turno das Eleições 2026, marcado para domingo, 25 de outubro. O número corresponde a 0,87% das 499 248 seções. Quem vai votar deve checar o local antes de sair de casa, mesmo que tenha votado no mesmo lugar no 1º turno.
As mudanças foram motivadas por reformas de última hora, obras não concluídas em escolas, melhorias de acessibilidade, falta de energia elétrica e danos causados por fortes chuvas.
Um dos casos ocorreu em Confresa, no interior de Mato Grosso. Chuvas e ventos fortes nos dias 9 e 10 de outubro danificaram a cobertura de uma escola municipal usada como local de votação. Um laudo de engenharia emitido em 11 de outubro recomendou a interdição imediata do prédio, e as seções foram transferidas para um endereço vizinho.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as alterações são decididas por cada zona eleitoral, responsável por avaliar a infraestrutura disponível no município. O tribunal afirma que a mudança de prédio não reduz o número de seções.
O local de votação pode ser consultado no aplicativo e-Título ou no Autoatendimento Eleitoral, no portal do TSE. As atualizações feitas pelos cartórios aparecem imediatamente nesses canais.
No 2º turno, o eleitor vota para presidente e, em seis estados e no Distrito Federal, também para governador. Em sete municípios, a votação terá ainda eleições suplementares para prefeito e vice-prefeito: Arroio do Sal (RS), Santana do Itararé (PR), Macedônia (SP), Martinópolis (SP), Narandiba (SP), Itaguaí (RJ) e Goiatins (TO). Os eleitos cumprirão mandato até 31 de dezembro de 2028. A votação vai das 8h às 17h.
Para acompanhar os riscos climáticos durante a eleição, o TSE criou a Sala Nacional de Situação Climática. A estrutura monitora diariamente, com Inmet, Cemaden, Inpe, ANA, Defesa Civil e Forças Armadas, eventos que possam afetar locais de votação ou rotas de transporte.
Fonte: veja.abril.com.br