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Investigação contra Lulinha volta a andar na PF, após Roberta Luchsinger revelar blindagem

Amiga do filho de Lula diz que corporação atuou para proteger o filho do presidente da República em apurações sobre tráfico de influência

No fim de semana, a empresária Roberta Luchsinger, alvo de investigações no STF por tráfico de influência, acusou a Polícia Federal de agir para proteger o empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

Segundo Roberta, apesar de Lulinha ser investigado como parceiro dela nos esquemas dentro do Palácio do Planalto e em ministérios da gestão petista, só ela foi alvo de buscas e é, de fato, investigada pela PF. A corporação estaria evitando avançar nas apurações sobre o filho do presidente.

“A polícia tem que fazer o trabalho dela igual fez comigo. A Polícia Federal veio aqui. Revirou a minha casa com a minha filha de 15 anos aqui dentro. Levou o que quis e o que não quis, pegou, bloqueou, etc. Eu tô sozinha nesse inquérito? Por que não fizeram isso na casa do filho do presidente? Porque ele é filho do presidente, então não vamos fazer? Tinha que ter feito. Se ele é investigado, por que não foi feito? Só foi feito comigo. Por que comigo é feito todo esse trabalho da máquina pública e com ele não”, disse Roberta em entrevista para a CNN Brasil.

A empresária decidiu falar publicamente sobre o que vem sofrendo, segundo ela, por obra do governo Lula, que tenta silenciá-la de modo a preservar Lulinha. Ela disse que tem que “lutar com uma máquina pública que quer me calar” e que Lula é parte direta nisso: “O presidente está me coagindo”.

Depois da entrevista de Roberta, o coordenador de campanha de Lula e advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, deu uma entrevista para o mesmo canal em que acusou a PF de não arquivar o caso de Roberta e de Lulinha por “falta de coragem”, justamente por se tratar do filho do presidente.

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Diante de acusações graves de prevaricação e de obstrução de Justiça, a PF acionou recentemente o STF com uma série de medidas para continuar investigando Lulinha.

As evidências de crimes envolvendo Lulinha e Roberta Luchsinger sugiram na esteira das investigações da máfia do INSS, que tinha como pivô o empresário Antônio Carlos Camilo, o Careca do INSS.

Durante um longo tempo, os investigadores travaram uma espécie de disputa com o relator do caso, ministro André Mendonça. O magistrado chegou a ordenar que a PF enviasse o material colhido em buscas ao STF, diante do que ele considerava uma lentidão deliberada na análise de provas por parte da polícia.

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Em vez de atender aos apelos do relator e analisar o material colhido nas buscas, a PF decidiu acionar a AGU para bater de frente com o relator do caso Lulinha no STF. A guerra tornou-se uma crônica política, com Lula ameaçando tirar delegados da PF de seus postos e com investigadores ligados ao inquérito do filho do presidente da República pedindo para deixar o caso, diante de pressões políticas.

No apagar das luzes do recesso de julho, a PF realizou uma jogada incomum no caso Lulinha. Solicitou diretamente ao então chefe do plantão no STF, ministro Alexandre de Moraes, que o caso envolvendo o filho de Lula fosse sorteado a um novo relator, por não ter ligação com o esquema no INSS. Além do novo sorteio, a PF desmembrou as investigações em três inquéritos diferentes, algo incomum, dado que o caso em questão trata de um único enredo: o lobby de Lulinha no governo do pai.

A pedido da PF, Moraes ouviu a PGR que se manifestou em tempo relâmpago aceitando o novo sorteio do caso de Lulinha no Supremo. Para azar do filho de Lula e dos autores dessa manobra, o ministro André Mendonça foi novamente sorteado relator de dois casos envolvendo Lulinha. Um dos inquéritos, no entanto, foi cair no gabinete do ministro Flávio Dino.

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A manobra produziu algo inédito no STF. O filho de Lula passou a ser investigado ao mesmo tempo, pelo mesmo esquema, só que em dois gabinetes distintos no Supremo. A situação tumultuou o caso ainda mais, dado que Dino já deu decisões para afrontar despachos de Mendonça.

Apesar de toda a falta de disposição da PF em avançar nas apurações contra Lulinha, VEJA revelou em agosto mensagens de celular trocadas por Roberta Luchsinger com Lulinha que confirmaram a existência de uma rede de lobby sustentada na influência do filho de Lula no governo.

Depois dessa capa de VEJA, relatórios clandestinos de inteligência da PF foram tornados públicos pelo STF, revelando que a cúpula da corporação tinha, de fato, preocupação em blindar politicamente o filho de Lula de um “risco reputacional”.

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Investigadores da PF que fizeram o relatório, marcado como “sem valor probatório” e de baixa confiabilidade pela própria corporação, reclamaram das investigações contra Lulinha e defenderam punição a investigadores que não blindaram o filho do presidente.

Em outro movimento incomum, o relatório da PF deu munição para que advogados do filho do presidente atacassem a própria corporação e o trabalho investigativo já feito no caso.

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Fonte: veja.abril.com.br

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