Mercado opera de olho em pesquisas eleitorais, setor de tecnologia nos EUA e alta do petróleo
O Ibovespa teve desvalorização de 1,15% nesta quinta-feira, 22, recuando para os 204,1 mil pontos. A bolsa de valores brasileira cai devido à tensão eleitoral pré segundo turno, com os candidatos Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) muito próximos numericamente nas últimas pesquisas eleitorais.
Os candidatos à presidência do Brasil até agora não mostraram ou falaram de um plano de contingência para controlar as contas públicas, que é uma das principais agendas para 2027. Com isso, o mercado aguarda e pune com queda da bolsa e alta dos juros futuros, explica Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram majoritariamente no negativo. O Bradesco (BBDC4) liderou as perdas, com baixa de 2,08%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que recuou 1,84%. O Santander (SANB11) caiu 1,35%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) teve desvalorização de 0,75%.
No cenário internacional, há também uma aversão ao risco vinda do mercado internacional que contamina o índice e a escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã, que faz o petróleo tipo Brent ultrapassar a cotação de 113 dólares por barril, o maior preço desde maio de 2026. Além disso, os EUA estão passando por uma temporada de balanços das big techs que estão vindo abaixo de suas expectativas.
O dólar, por sua vez, encerrou em alta e ficou cotado a 5,04 reais. Notícias de ataques a petroleiros perto de Ormuz deixam os investidores mais precavidos, enquanto o ceticismo em relação ao retorno dos aportes em inteligência artificial pressiona as bolsas americanas, sobretudo as de tecnologia, afirma Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:
Fonte: veja.abril.com.br