Festival apresenta quase 400 filmes de mais de 90 países, muitos deles irreverentes e dignos de atenção
Muito além de possíveis candidatos ao Oscar e filmes protagonizados pelas maiores estrelas do momento, a programação da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo conta com quase 400 filmes de mais de 90 países. Entre as centenas de pérolas menos comentadas, confira cinco que chamam atenção:
Roma Elastica, de Bertrand Mandico
Um dos diretores mais visualmente inventivos da atualidade, Mandico surpreendeu cinéfilos de todo o mundo com o ousadíssimo Os Garotos Selvagens (2017) e agora leva seu estilo surreal e plástico à história de Eddie (Marion Cotillard), uma atriz decadente que está prestes a rodar seu possível último filme na capital italiana em 1982. Homenagem ao cinema produzido no país naquela época, Roma Elastica foi feito no icônico estúdio Cinecittà, outrora ocupado por lendas como Fellini, Pasolini e Visconti, além de astros como Franco Nero, que dá as caras em uma cena comovente. Saiba mais detalhes sobre as sessões aqui.
A Vida e as Mortes de Wilson Shedd, de Tim Blake Nelson

Nelson é mais lembrado como o irreverente ator responsável por interpretar papéis de apoio em filmes como E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? (2000), mas é também um cineasta experiente. Em seu mais novo longa-metragem, ele conduz a atriz Amanda Seyfried na trama sobre uma professora escolar presa em um relacionamento abusivo que, porventura, aceita trabalho em um presídio de segurança máxima, sem imaginar que se apaixonará por um dos detentos. Saiba mais detalhes sobre as sessões aqui.
O Último Batedor de Carteiras, de Noah Segan
Filme propriamente nova-iorquino, esta dramédia parte de uma ironia contemporânea: o que acontece com os batedores de carteira quando todas as pessoas deixam de carregar dinheiro em espécime? Em um mundo de pagamentos por aproximação, o veterano Harry (John Turturro) tenta manter seu sustento como pode, até que rouba por acidente um dispositivo eletrônico de um mafioso poderoso. Encurralado, ele deve exercitar sua malandragem ao máximo para sair da saia-justa. Saiba mais detalhes sobre as sessões aqui.
Oceânico, de Guilherme Coelho
Após grande sucesso no Festival do Rio, este thriller chega a São Paulo para contar a história de Adyr (Ana Carbatti), uma cientista consagrada de uma universidade pública do Rio de Janeiro que se dedica a pesquisas para o tratamento do alcoolismo, que levou à morte de seu marido. Quando ela está prestes a revolucionar a medicina, contudo, algumas pessoas mal intencionadas percebem que podem se aproveitar de seus conhecimentos, a colocando em risco. Saiba mais detalhes sobre as sessões aqui.
A Condessa Sangrenta, de Ulrike Ottinger
Absolutamente única, a diretora alemã se dedica ao cinema experimental há mais de 50 anos. Em seu novo trabalho, ela coloca Isabelle Huppert no papel da húngara Elizabeth Báthory, infame por supostamente se banhar no sangue de mulheres jovens e virgens. Séculos depois de seu desaparecimento, ela ressurge na Viena atual, onde sai em busca de um livro capaz de destruir todo o mal. Para a tarefa, ela tem ajuda de uma fiel criada e de um sobrinho melancólico e vegetariano. A comédia foi exibida no Festival de Berlim. Saiba mais detalhes sobre as sessões aqui.
O canal VEJA+ TV está disponível hoje no YouTube, pelo sistema Fast TV na Samsung TV Plus (2059), no LG Channels (126) e no TCL Channel (10031), e nas plataformas Roku e NxTV. O mesmo conteúdo entra no ar também no site de VEJA.
Acompanhe notícias e dicas culturais nos blogs a seguir:
- Tela Plana para novidades da TV e do streaming
- O Som e a Fúria sobre artistas e lançamentos musicais
- Em Cartaz traz dicas de filmes no cinema e no streaming
- Livros para notícias sobre literatura e mercado editorial
Fonte: veja.abril.com.br