Fenômeno se formou no Pacífico e está perdendo força gradualmente; tufão não atingirá o Brasil
Apelidado de “ciclone-monstro”, o supertufão Champi tornou-se a mais forte tempestade de 2026 entre terça, 20, e quarta-feira, 21, quando alcançou ventos sustentados de cerca de 296 km/h. Assim, atingiu o nível máximo da escala Saffir-Simpson, que classifica os ciclones tropicais de acordo com a velocidade máxima sustentada dos ventos. Após atingir seu pico, o tufão vem enfraquecendo, mas a região do Pacífico segue em alerta.
Apesar de ter despertado a curiosidade dos brasileiros, refletido no aumentos das pesquisas sobre o assunto no país, o supertufão Champi não passará pelo Brasil ou regiões próximas.
Formado entre os dias 13 e 14 de outubro no Pacífico Ocidental, a leste das Filipinas e a sudeste de Taiwan, o fenômeno se intensificou no dia 15, evoluindo para tempestade tropical. No dia 16, tornou-se um tufão e, desde então, passou a ganhar força. No último sábado, 17, ficou a menos de 16 quilômetros da ilha de Guam, território dos Estados Unidos na Micronésia o que levou à adoção de medidas de emergência. Depois, seguiu para noroeste, em direção a Taiwan, provocando alertas e cancelamentos de voos. O tufão, agora, deve passar pelo leste da China e o sul do Japão durante o fim de semana. Os especialistas divergem sobre a provável trajetória de Champi.

Após atingir seu pico, Champi começou a perder força gradualmente, mas continua perigoso. O maior efeito, no momento, são as fortes chuvas e ondas acima de 6 metros previstas em Taiwan. Segundo a AFP, cerca de 23 mil militares foram colocados de prontidão na ilha, e mais de 125 voos foram cancelados nos últimos dias. A China se mantém em alerta diante da previsão de chuvas e ventos intensos nas províncias costeiras de Zhejiang e Fujian e em Xangai. No Japão, 100 voos previstos entre quinta-feira e domingo, 25, foram cancelados.
Fonte: veja.abril.com.br