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BRB perdeu 979 mil clientes bancários em um ano, segundo dados do Banco Central

O BRB perdeu 979 mil clientes bancários em um ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central. A instituição passou de 9,8 milhões de clientes no terceiro trimestre de 2025 para 8,83 milhões no mesmo período deste ano, uma redução de 10%. A queda foi de 376.988 clientes no acumulado deste ano. Foram mais de 187 mil somente entre os meses de julho e setembro. No mesmo trimestre, o Banco Central registrou 2.054 reclamações procedentes contra o BRB, o maior número en


O BRB perdeu 979 mil clientes bancários em um ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central. A instituição passou de 9,8 milhões de clientes no terceiro trimestre de 2025 para 8,83 milhões no mesmo período deste ano, uma redução de 10%. A queda foi de 376.988 clientes no acumulado deste ano. Foram mais de 187 mil somente entre os meses de julho e setembro. No mesmo trimestre, o Banco Central registrou 2.054 reclamações procedentes contra o BRB, o maior número entre as 50 primeiras instituições financeiras do país no ranking da autoridade monetária. O levantamento considera clientes pessoas físicas e jurídicas informados pelas instituições ao sistema financeiro. O BRB também não publicou, no prazo previsto, o balanço financeiro de 2025, que deveria ter sido divulgado em 31 de março, mas segue sem previsão de divulgação. O BRB está no centro das investigações sobre a compra de 12,2 bilhões de reais em títulos considerados podres do Banco Master, segundo a Polícia Federal. A compra do Master pelo banco de Brasília foi rejeitada pelo Banco Central em setembro de 2025. Em novembro daquele ano, o Master foi liquidado extrajudicialmente. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o dono do Master Daniel Vorcaro estão presos. Diante da crise de liquidez, o Governo do Distrito Federal tenta viabilizar um empréstimo de 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos para reforçar o capital do BRB. A operação, que conta com intermediação do STF, no entanto, está parada.

Fonte: cbn.globo.com

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