Estudo condições oferecidas por 33 países
O Brasil ficou na 11ª posição, entre 33 países, em um estudo que analisou o que cada nação oferece para famílias imigrantes. Por outro lado, em relação aos escritórios que administram o patrimônio dessas famílias, a posição foi a 27ª.
O ranking foi elaborado pela Global Citizen Solutions, consultoria especializada em planejamento de residência e cidadania.
Os family offices, como são chamados, são empresas dedicadas a administrar o patrimônio, os investimentos e demais assuntos financeiros de famílias.
Esse tipo de estrutura não é novo, mas agora os países têm competido por elas. Segundo a consultoria Deloitte, o número de escritórios no mundo deve passar de 8. 030, em 2024, para 10. 720 em 2030. Já o patrimônio deve crescer de 5,5 trilhões de dólares para 9,5 trilhões.
O índice avaliou os 33 países a partir de duas perguntas. A primeira é se um país é uma base viável para a operação que administra o dinheiro de uma família: se existem regras tributárias elaboradas para ela, se os assessores e banqueiros estão presentes e se o país ocupa uma posição de centro financeiro.
Nesse quesito, o Brasil ficou na parte de baixo do ranking, em 27º, já que não há atrativos.
A segunda pergunta é o que o país oferece à própria família: se seus membros podem obter cidadania e quanto se cobra quando o patrimônio passa para a geração seguinte.
O Brasil ficou em 11º, porque os estrangeiros podem obter a cidadania após quatro anos de residência, e não precisam abrir mão do passaporte que já possuem. O imposto sobre herança (ITCMD) é cobrado pelos estados, dentro de um teto federal de 8%.
Em toda a América Latina, o índice encontra o mesmo desenho: força no que o país oferece a uma família e fraqueza no que oferece ao escritório que administra o patrimônio delas.
O México ocupa a 8ª posição entre 33 para a família e a 30ª para o family office; a Argentina, a 6ª e a última, respectivamente.
Fonte: veja.abril.com.br