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Bolsonaro quer Sachsida na Fazenda em eventual governo de Flávio

Ex-ministro de Minas e Energia é o nome preferido do ex-presidente para comandar a economia, mas enfrenta concorrência de outros integrantes

O ex-presidente Jair Bolsonaro tem Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia de seu governo, como principal escolha para comandar o Ministério da Fazenda caso seu filho, Flávio Bolsonaro (PL), vença o segundo turno das eleições presidenciais. A informação foi publicada nesta sexta-feira, 16, pela Folha de S.Paulo. Apesar da preferência, a definição do futuro chefe da equipe econômica ainda está em aberto.

Sachsida já integra a coordenação econômica da campanha de Flávio e participa da elaboração de propostas para um eventual governo a partir de 2027. Sua proximidade com a família Bolsonaro e a experiência na administração federal são apontadas como fatores que fortalecem sua posição na disputa pelo cargo.

O economista não é o único nome considerado para o ministério. Entre os possíveis candidatos estão Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central; Marcelo Kayath, sócio da gestora QMS Capital; e Alexandre Bettamio, executivo do Bank of America. A escolha também envolve diferentes grupos de influência dentro da campanha.

Enquanto Campos Neto conta com o apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Kayath é defendido por Eduardo Bolsonaro. Bettamio, por sua vez, aparece entre os nomes associados à ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, que também participa da formulação do programa econômico de Flávio.

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Quem é Adolfo Sachsida?

Natural de Londrina, no Paraná, Sachsida nasceu em 1972 e é formado em Economia e Direito. Possui doutorado em Economia pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-doutorado pela Universidade do Alabama, nos Estados Unidos. É servidor de carreira do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), onde ingressou em 1997.

Durante o governo Jair Bolsonaro, ganhou projeção ao integrar a equipe do então ministro da Economia, Paulo Guedes. Entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2022, comandou a Secretaria de Política Econômica, área responsável por estudos e projeções que orientam decisões do governo federal. Em maio de 2022, foi escolhido para assumir o Ministério de Minas e Energia, substituindo Bento Albuquerque em um momento de pressão sobre os preços dos combustíveis. Permaneceu no cargo até o encerramento do mandato de Bolsonaro.

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Em agosto deste ano, Sachsida foi anunciado oficialmente como integrante da coordenação do plano econômico da campanha de Flávio Bolsonaro. Desde então, passou a atuar na elaboração de medidas fiscais e propostas para a administração pública, ao lado de outros profissionais que participaram da gestão de Paulo Guedes.

A principal bandeira econômica de Sachsida é o controle das despesas públicas como caminho para equilibrar as contas do governo. O economista defende que o ajuste fiscal seja realizado sem a criação de novos tributos, com redução de gastos administrativos e revisão de despesas consideradas excessivas.

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Entre as medidas mencionadas por ele estão a diminuição do número de ministérios, o combate aos chamados supersalários do funcionalismo público e a adoção de uma regra fiscal que considere a trajetória da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Em setembro, durante um evento do Lide, Sachsida afirmou que o equilíbrio fiscal poderia ser alcançado em aproximadamente um ano e meio. A proposta, contudo, ainda depende de detalhamento sobre quais despesas seriam reduzidas e como as mudanças seriam implementadas.

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Na mesma linha, descartou a privatização de empresas como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, embora tenha defendido mudanças na gestão das estatais. Apesar da preferência de Jair Bolsonaro, a escolha para a Fazenda dependerá da decisão de Flávio e das negociações políticas em torno de um eventual governo. Até o momento, o candidato não anunciou oficialmente quem comandaria a pasta caso seja eleito.

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Fonte: veja.abril.com.br

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