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Ataque russo contra hospital em Kiev destrói centro cirúrgico

Imagens divulgadas pelo governo nas redes sociais mostram escombros dentro da instalação médica

Um ataque da Rússia contra um hospital de Kiev, capital da Ucrânia, destruiu um centro cirúrgico e deixou pelo menos um ferido, afirmou nesta terça-feira, 20, o primeiro-ministro ucraniano, Sergii Koretsky.

“Os russos voltaram a atacar um hospital. Desta vez, o centro cirúrgico do Instituto Strajesko, da Academia Nacional de Ciências Médicas, em Kiev, foi atingido”, declarou Koretsky. “Esta é a segunda vez. No ano passado, o ataque atingiu o quarto andar do instituto, e agora é no sexto andar, onde fica o centro cirúrgico”. 

Imagens divulgadas pelo chefe de governo nas redes sociais mostram escombros dentro da instalação médica. 

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Segundo o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, outros prédios da capital também foram atingidos, assim como uma instalação de energia. No distrito de Obolon, destroços de um drone caíram sobre um mercado.

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Esforços de paz

Os ataques se dão paralelamente a um encontro, nesta terça-feira, entre o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e Steve Witkoff, enviado especial do presidente americano, Donald Trump, para discutir esforços de paz. A reunião ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Washington e Kiev, após o governo ucraniano acusar os Estados Unidos de restringir o apoio militar e de inteligência necessário para enfrentar os ataques russos. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, rejeitou as acusações e as classificou como escandalosas.

O governo ucraniano afirma que os Estados Unidos deixaram de fornecer alertas antecipados sobre lançamentos de mísseis russos em ocasiões recentes, impuseram restrições ao sistema de comunicação militar Starshield, da SpaceX, e atrasaram a entrega de interceptores de defesa aérea financiados por países europeus. Esses recursos são considerados essenciais para detectar ameaças e tentar impedir que mísseis atinjam cidades e instalações estratégicas.

Kiev afirmou que, mais uma vez, não recebeu nenhum aviso prévio dos EUA antes de a capital ser atacada por mísseis balísticos russos no domingo, a terceira vez nos últimos dias.

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A crise diplomática se intensificou depois que Trump suspendeu sanções relacionadas às exportações russas de diesel e fechou um acordo com Moscou para o fornecimento do combustível, em uma tentativa declarada de reduzir os preços nos Estados Unidos. As medidas provocaram preocupação entre autoridades ucranianas e aliados europeus, que temem que a aproximação com o Kremlin enfraqueça a posição de Kiev nas negociações.

Nos últimos dias, Trump também criticou Zelensky e sugeriu que o presidente ucraniano deveria ser substituído para negociar o fim da guerra. O americano afirmou ainda que a Rússia vinha se comportando bem em relação à Ucrânia, apesar dos ataques frequentes contra cidades e infraestruturas do país.

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Fonte: veja.abril.com.br

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