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Após mortes em ações policiais, ouvidoria solicita mudança em protocolo para surtos psicóticos

A ouvidoria das polícias de São Paulo solicitou uma reunião extraordinária do Conselho Estadual de Segurança Pública para mudar o Protocolo Operacional Padrão de atendimento a pessoas em surto psicótico. A medida foi tomada depois de três pessoas serem baleadas e mortas, nos últimos dias, mesmo estando já rendidas ou sem representar risco proporcional aos policiais. O ouvidor das polícias, Mauro Caseri, afirmou à CBN que os episódios são absurdos e que as mortes eram evitáveis. P


A ouvidoria das polícias de São Paulo solicitou uma reunião extraordinária do Conselho Estadual de Segurança Pública para mudar o Protocolo Operacional Padrão de atendimento a pessoas em surto psicótico. A medida foi tomada depois de três pessoas serem baleadas e mortas, nos últimos dias, mesmo estando já rendidas ou sem representar risco proporcional aos policiais. O ouvidor das polícias, Mauro Caseri, afirmou à CBN que os episódios são absurdos e que as mortes eram evitáveis. Para ele, a polícia deve atualizar a forma com aborda casos desse tipo. "Há um aumento [nos atendimentos de casos de pessoas em surto], mas a polícia militar continuou com mesmo procedimento. Se tem um chamado de pessoa em surto, a viatura deve ser enviada com escudo, armas não letais, além de acionar outras equipes de saúde e o Corpo de Bombeiros", diz. Caseri avalia que no caso mais recente, em que uma mulher foi baleada à queima roupa na zona norte da capital paulista, os policiais agiram de forma muito passiva no início da abordagem. Ele avalia que os policiais deveriam ter um protocolo para abordar a pessoa por trás, para evitar riscos aos militares. E defende que o Protocolo Operacional Padrão preveja que, em último caso, seja disparado um tiro de advertência em uma região não letal da pessoa. "[Pode ser usado] cassetete, armas de choque, armas de menor capacidade letal, spray de pimenta... tem alternativas. Ninguém estava em risco iminente pra além dos policiais. é um despreparo enorme do meu ponto de vista", afirma. Nesta sexta-feira, a cúpula da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo vai se reunir para discutir os episódios dos últimos dias. A ouvidoria solicitou que seja incluída também nessa discussão.

Fonte: cbn.globo.com

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