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Após enchentes devastadoras, terremoto de magnitude 7 atinge Tibete

Réplica de potência 5,2 também foi registrada, menos de dois meses após 'avalanche' de lama que matou 1.500 na região chinesa e no vizinho Nepal

Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Tibete, uma região semiautônoma da China, nesta quinta-feira, 22. Ainda não há registros oficiais de danos ou vítimas.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos informou que o terremoto ocorreu às 22h33 locais (11h33 de Brasília), com epicentro a 191 quilômetros de Nagqu, área pouco povoada e de elevada altitude no norte do território tibetano. O instituto estima a profundidade do sismo em 18 quilômetros. Já a agência de notícias estatal chinesa Xinhua informou que o Centro de Redes de Terremotos da China estimou a profundidade em 10 quilômetros.

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Menos de uma hora depois, a região de Nagqu, que fica a mais de 300 quilômetros da capital tibetana, Lhasa, registrou uma réplica de magnitude 5,2.

Embora ainda não esteja clara a extensão dos possíveis impactos, o terremoto ocorreu menos de dois meses após megaenchentes deixarem o Tibete e seu vizinho, Nepal, devastados. A Cruz Vermelha estimou que mais de 90 mil pessoas foram diretamente afetadas pelo deslizamento de terra catastrófico.

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‘Tsunami de lama’

Após as inundações de 26 de agosto, quase 1. 500 pessoas morreram em ambas as localidades e cerca de 5 mil continuam desaparecidas, incluindo centenas de estrangeiros que visitavam a área turística. A destruição ocorreu ao longo de uma rota que liga Catmandu a Lhasa, no Tibete um trajeto muito frequentado por praticantes de trekking e peregrinos hindus e budistas.

Vídeos do desastre mostram uma enorme parede de água avançando sobre a região enquanto pessoas tentavam fugir. A força, o volume e a velocidade da enchente deixaram pouco tempo para que as pessoas pudessem escapar. A onda arrastou caminhões e engoliu casas, estradas e usinas de energia.

A causa das inundações repentinas e fatais no Nepal e Tibete foi o colapso de uma geleira estrutura que havia se tornado cada vez mais instável com o passar do tempo, à medida que o gelo no topo da montanha derretia, fruto das mudanças climáticas provocadas pela ação humana.

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O resultado foi um enorme deslizamento de terra que liberou 200 milhões de metros cúbicos de rocha e gelo, volume de detritos suficiente para encher cerca de 100 estádios de futebol. Ao despencar em alta velocidade, essa massa transformou-se em um tsunami de água, rocha e sedimentos, matando as milhares de pessoas que estavam em seu caminho.

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Fonte: veja.abril.com.br

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