Levantamento mostra diferença de 2,4 pontos nos votos válidos e registra aproximação numérica entre os candidatos
A oito dias do segundo turno da eleição presidencial, a nova pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado, 17, mostra Flávio Bolsonaro com 51,2% dos votos válidos e Lula com 48,8%. A diferença é de 2,4 pontos percentuais. Na rodada anterior, realizada entre 6 e 8 de outubro, o placar era de 52,7% para Flávio e 47,3% para Lula.
O cálculo dos votos válidos exclui brancos, nulos e indecisos. O próprio Ipespe ressalva no relatório que se trata de um exercício que desconsidera os eleitores ainda sem posição definida. A margem de erro máxima da pesquisa é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, para percentuais próximos de 50%.
Como está a disputa no cenário estimulado?
Quando os nomes dos dois candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio Bolsonaro aparece com 48% das intenções de voto e Lula, com 46%. Branco ou nulo somam 3%, e outros 3% não sabem ou não responderam.
Na rodada anterior, Flávio tinha 49% e Lula, 44%. Assim, entre uma pesquisa e outra, o candidato do PL oscilou 1 ponto para baixo e o petista, 2 pontos para cima, movimentos dentro da margem de erro do levantamento.
E o que mostra a pesquisa espontânea?
Na pergunta em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio Bolsonaro registra 47% e Lula, 44%. Outros 5% afirmam espontaneamente que não votarão em nenhum dos dois ou escolherão branco ou nulo, enquanto 3% não sabem ou não responderam.
Na rodada realizada de 6 a 8 de outubro, Flávio aparecia com 48% e Lula, com 43%. Branco e nulo somavam 6%, e os indecisos eram 3%.
Para onde estão indo os votos dos candidatos eliminados?
O Ipespe também cruzou a intenção de voto do segundo turno com o voto declarado no primeiro. Entre os eleitores de Augusto Cury, 50% afirmam agora votar em Flávio Bolsonaro e 31%, em Lula. Outros 3% dizem que votarão em branco ou nulo e 17% não sabem ou não responderam.
Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, Flávio recebe 59% e Lula, 18%, enquanto 6% declaram branco ou nulo e 18% não sabem ou não responderam. No eleitorado de Renan Santos, Flávio tem 40% e Lula, 20%; 32% afirmam votar em branco ou nulo e 8% permanecem sem resposta definida.
Os dois finalistas mantêm quase integralmente seus próprios eleitorados: 97% de quem declara ter votado em Flávio no primeiro turno permanece com ele, enquanto 96% dos eleitores de Lula dizem continuar com o presidente.
Onde Lula e Flávio registram seus maiores percentuais?
Os recortes demográficos mostram diferenças importantes. Entre os homens, Flávio aparece com 53% e Lula, 41%; entre as mulheres, Lula tem 51% e Flávio, 43%. Por idade, Lula registra 50% entre os eleitores de 60 anos ou mais, ante 44% de Flávio, enquanto o candidato do PL aparece com 51% entre os entrevistados de 35 a 59 anos, contra 44% de Lula.
A renda também separa os dois eleitorados. Entre quem recebe até dois salários mínimos, Lula tem 54% e Flávio, 40%. Nas faixas de dois a cinco salários, Flávio registra 54% e Lula, 41%; acima de cinco salários, são 54% a 40%.
Regionalmente, Lula alcança 61% no Nordeste, contra 31% de Flávio. O candidato do PL aparece com 53% no Norte/Centro-Oeste e no Sudeste e chega a 61% no Sul, onde Lula tem 34%.
Como católicos e evangélicos se dividem?
Entre os católicos, Lula aparece numericamente à frente, com 49%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 46%. Já entre os evangélicos, a diferença é mais ampla em sentido contrário: Flávio registra 62% e Lula, 30%.
Entre entrevistados de outras religiões, sem religião ou que não responderam, Lula tem 56%, enquanto Flávio aparece com 37%.
O comparecimento pode alterar o cenário?
A pesquisa pediu aos entrevistados que atribuíssem uma nota de zero a dez para a chance de comparecerem ao segundo turno. No total, 89% deram nota dez, indicando certeza de que irão votar. Entre os eleitores de Flávio, são 92%; entre os de Lula, 88%.
Considerando apenas esse grupo de 89% que declara máxima possibilidade de comparecimento, Flávio aparece com 50% das intenções de voto e Lula, com 46%. Branco ou nulo e indecisos somam 2% cada. Nos votos válidos desse segmento, o resultado é de 52,2% para Flávio e 47,8% para Lula.
Quais temas mais pesam na escolha do voto?
Corrupção e crise no Supremo Tribunal Federal aparecem em primeiro lugar entre os temas que os entrevistados mais levam em consideração na decisão do segundo turno, com 20%. Economia, emprego e preços vêm em seguida, com 16%, enquanto saúde e educação somam 11%.
O fim da escala 6×1 aparece com 10%, ante 5% na rodada anterior. Violência e segurança têm 7%; soberania e atitudes de Donald Trump, 6%; fim das bets, 5%; e ameaça aos benefícios sociais, 4%.
A hierarquia muda conforme o candidato escolhido. Entre os eleitores de Flávio, corrupção e crise no STF lideram com 39%, seguidas por economia, emprego e preços, com 22%. Entre os eleitores de Lula, o fim da escala 6×1 aparece em primeiro, com 20%, seguido de saúde e educação, com 14%, e soberania e atitudes de Trump, com 12%.
Quem aparece melhor na campanha nos meios de comunicação?
Flávio Bolsonaro é mais citado quando o Ipespe pergunta quem vem apresentando melhor desempenho em diferentes meios. Na TV e no rádio, 41% apontam Flávio e 36%, Lula. Nas redes sociais, são 45% a 37%; nas conversas de WhatsApp, 43% a 32%; e nas entrevistas de televisão, 42% a 37%.
Nas ruas, porém, há empate numérico: 41% apontam Flávio e os mesmos 41%, Lula. Outros 3% consideram que os dois fazem campanhas iguais nesse ambiente e 15% não sabem ou não responderam.
O eleitor quer mudança ou continuidade?
Para 42% dos entrevistados, o próximo presidente deveria mudar apenas aquilo que não está bom no trabalho atualmente realizado. Outros 36% defendem mudança total, enquanto 18% desejam continuidade e 4% não sabem ou não responderam.
Entre os eleitores de Flávio, 63% querem mudança total e 34% defendem alterar apenas o que não está bom. Já entre os eleitores de Lula, 50% preferem mudanças parciais, 40% querem continuidade e 7% defendem uma mudança completa.
Quando a pergunta é qual candidato tem mais condições de fazer as mudanças de que o Brasil precisa, 49% apontam Flávio Bolsonaro e 45%, Lula. Na rodada anterior, os percentuais eram de 50% e 42%, respectivamente.
Qual a metodologia da pesquisa?
A segunda rodada do tracking Ipespe/Abrapel ouviu 1.500 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 13 e 15 de outubro, por entrevistas telefônicas realizadas pelo sistema CATI. A amostra é representativa do eleitorado brasileiro e utiliza cotas de sexo, idade e localidade, com controle de escolaridade, renda e voto declarado no primeiro turno. A margem de erro máxima é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, para resultados próximos de 50%, com intervalo de confiança de 95,45%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00223/2026.
VEJA+IA: Este conteúdo de pesquisa foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
Fonte: veja.abril.com.br