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A melhora na percepção de renda dos brasileiros medida na pesquisa Quaest

Parcela que diz ter tido aumento de renda superior à inflação chega ao maior nível da série histórica, iniciada em março

A parcela de brasileiros que considera ter obtido um ganho de renda superior à alta do custo de vida no último ano chegou a 16% em outubro, o maior percentual da série histórica, iniciada em março. O resultado consta de pesquisa do instituto Quaest divulgada nesta quarta-feira, 21, e encomendada pela TV Globo.

Na comparação com o levantamento anterior, realizado na semana passada, houve um avanço de três pontos percentuais nesse grupo, que passou de 13% para 16%. Em agosto e setembro, o indicador havia permanecido em 10%.

Gráfico de barras horizontais mostrando a avaliação da renda familiar em relação ao custo de vida no Brasil. Em 21 de outubro, 32% disseram que a renda aumentou tanto quanto o custo, 28% que não aumentou, 21% que aumentou menos, 16% que aumentou mais, e 3% não souberam ou não responderam
Comparação das duas últimas pesquisas Quaest que abordam a renda dos brasileirosElaboração própria/VEJA

Também diminuiu a proporção de entrevistados que afirmam não ter registrado aumento de renda. O índice recuou de 32% para 28% em uma semana, atingindo o menor nível da série. Em junho, essa resposta era dada por 35% dos participantes.

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A percepção mais comum entre os brasileiros, contudo, é a de que os rendimentos acompanharam a elevação dos preços. Essa foi a resposta de 32% dos entrevistados, ante 29% no levantamento anterior. Já 21% disseram que a renda cresceu em ritmo inferior ao custo de vida, percentual três pontos menor que o registrado na semana passada. Outros 3% não souberam responder ou preferiram não opinar, mesma proporção da rodada anterior.

Intenção de voto: Lula X Flávio Bolsonaro

A pesquisa Quaest também avaliou as intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial. Nesse cenário, o senador Flávio Bolsonaro aparece com 45%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra 44%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão em situação de empate técnico.

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Em relação ao levantamento anterior, Flávio oscilou de 46% para 45%, enquanto Lula permaneceu com 44%. Os eleitores que declaram intenção de votar em branco ou nulo, ou que não pretendem comparecer às urnas, somam 9%. Os indecisos representam 2%, ante 1% na pesquisa anterior.

A Quaest ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre 17 e 20 de outubro. A pesquisa tem nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais.

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Fonte: veja.abril.com.br

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