'Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza', declarou
A afirmação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) de que seu irmão Flávio deveria deixar o Brasil caso perdesse a eleição presidencial foi usada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para determinar a apreensão dos passaportes do senador. A informação foi divulgada pelo próprio Flávio nesta segunda-feira, um dia após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.
A declaração de Eduardo foi feita na última sexta-feira, durante entrevista ao podcast americano Louder with Crowder. Ao ser questionado sobre o que a família faria diante de uma eventual derrota do irmão, ele mencionou o envio de fuzileiros navais ao Brasil. Em seguida, defendeu que Flávio deixasse o país.
“Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza”, declarou.
Na entrevista, o ex-deputado também questionou a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro e disse que não haveria garantias de que os votos seriam contabilizados corretamente.
Nesta segunda-feira, Flávio afirmou que foi abordado pela Polícia Federal quando se preparava para visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. O senador disse que a ordem de Moraes se baseou na fala de Eduardo e negou ter cogitado deixar o Brasil.
Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em outubro, Moraes determinou a expedição de mandado de prisão contra o ex-deputado e o cancelamento de seus passaportes após o fim das possibilidades de recurso em uma condenação relacionada à atuação dele para pressionar autoridades brasileiras por meio de sanções americanas.
Fonte: veja.abril.com.br